12 janeiro 2005

Ao som de Irene Cara

Estávamos em 1983 quando Adrian Lyne realizou a obra que viria a marcar toda uma geração: Flashdance. O filme contava-nos a história de uma jovem bailarina, cujas maiores aspirações passavam pelo reconhecimento artístico e pela realização amorosa.
Há quem tenha descrito esta película como “um argumento medíocre, cheio de clichés” e a verdade é que o mérito de Flashdance não está relacionado com um enredo excepcional e nem com um elenco radioso (excepção feita à protagonista). A sua grande qualidade está no facto de ser inesquecível. Há alguém que não reconheça o tema musical “What a Feeling”, vencedor do Óscar de melhor canção original? Há alguma pessoa que não se recorde das muitas acrobacias de Jennifer Beals? O próprio Nanni Moretti, em Caro Diario, procura-a desesperadamente pelas ruas de Roma, numa inesperada homenagem.
Nenhum outro filme de Adrian Lyne, nem mesmo Nine 1/2 Weeks, Fatal Attraction ou Lolita, alcançou o estatuto deste. Flashdance transformou-se numa obra evergreen. É um daqueles objectos culturais que, graças ao seu carácter actual e duradouro, permanece na memória universal de uma forma sempre-verde. Quem de nós nunca reparou nos inúmeros plágios que têm sido feitos a partir da sequência final ou das cenas nocturnas de Jennifer Beals?
Flashdance, filme de ritmo e de movimento, foi trazido até nós no princípio da década de 80 e continuará a vencer, ao longo dos anos, a batalha de não ficar esquecido num ponto fixo da linha cronológica.

4 comentários:

Bufas disse...

Flashdance é daqueles filmes sem tempo. Não é uma grande obra, não é uma má obra, é daquelas coisas que ficam e que sabem bem. Tem cenas marcantes, tem ritmo, tem sabor. Não o vejo há muito tempo, mas se calhar não era má ideia... (PS - Ainda me lembro desse filme ser escandaloso e ter cenas chocantes, quem diria)

Anónimo disse...

O objecto cultural em questao tem o merito de ser o melhor e o mais apaixonante documentario sobre os eighties... nada mais.

Quanto ao vosso blog, faz as minhas delicias! Um grande bem-hajam! E' edificante constatar que a juventude de hoje sabe escrever e tem opinioes fundamentadas para dar.

Espero vir a comprar a tua revista de cinema, magnifica Mafalda! Tens um indubitavel olho para a coisa.

Anónimo disse...

Olá!

Nunca vi, mas tenho de tratar disso rapidamente! Depois de ler este artigo fiquei ainda com mais vontade! Também vos dou os parabéns, para mim são os dois magníficos ;)

Beijinhos e continuem
Nabur

Rodrigo disse...

Irene Cara também é intérprete de um dos maiores clássicos de sempre:

Remember my name (Fame)
I'm gonna live forever
I'm gonna learn how to fly (High)
I feel it coming together
People will see me and die (Fame)
I'm gonna make it to heaven
Light up the sky like a flame (Fame)
I'm gonna live forever
Baby, remember my name
Remember, Remember, Remember, Remember,
Remember, Remember, Remember, Remember