26 junho 2005

Um aparte


“The first Humphrey Bogart movie I saw was The Maltese Falcon. I was 10 years old and I identified immediately with Peter Lorre. The impulse to be a sniveling, effeminate, greasy little weasel appealed to me enormously and, setting my sights on a life of mealymouthed degradation and crime, I rapidly achieved a reputation that caused neighboring parents to appear at my doorstep carrying torches, a large rope and bags of quicklime… I wrote Play it again, Sam to honor Bogart for at least giving me a few months of smooth sailing, and also to get even with a certain girl (or a particular sex that gives me trouble, to tell the truth).“

Woody Allen, “How Bogart Made Me the Superb Lover I Am Today”
Março de 1969

23 comentários:

Anónimo disse...

Ah ganda Amfri!

Bufas disse...

Ora cá estão dois "personagens" interessantes e nos extremos opostos do modo de ser. Humphrey, sempre seguro de si, Woody, bem, tenho a certeza que o tipo (ok, com respeito, sr. tipo) até tem neuroses e duvidas sobre os atacadores dos sapatos.
Engraçado, este texto que os junta aos dois.

Anónimo disse...

Grande Mafalda,

Venho aqui sempre ver as "novas" do cinema. Continua.

Jorey

Rodrigo disse...

Ó Bufas, eu por acaso vejo no Bogart um tipo nada seguro de si, que diz aquelas one-liners com pinta para disfarçar. É a estética Bogartiana, está tudo bem, tudo tão bem, nunca está nada mal, eu sou bué bom e bué giro e bué sensual.

Rodrigo disse...

Esqueci-me de acabar. Faz todo o sentido, portanto, que o Woody Allen lhe vá buscar muito.

Mafalda Azevedo disse...

Olá a todos!

Jorey,
Muito obrigada pelo apoio! Podes crer que continuarei com o Mise en Abyme.

Bufas e Rodrigo,
Fico mesmo contente por ver que o sr. Humphrey Bogart ainda serve de inspiração a alguns jovens do século XXI...

Até breve!

Nuno Alegria disse...

olá mafalda!!!

Td bem? Infelizmente não posso dar a minha opinião pois nunca vi nenhum filme dele... Mas queria, já agora, pedir-te que fizesses um comentário ao filme "Colisão" que estreou na passada quinta. Na minha opinião, o filme é muito bom!

Mtos bjos

Rodrigo disse...

Sim, talvez sirva de inspiração para alguns jovens, mas não para mim. Sou demasiado bonito e espirituoso para isso, baby.

Bufas disse...

Talvez noutro momento, talvez noutro lugar ele servisse de inspiração.

Anónimo disse...

Obrigado Mafalda.

Às vezes tenho saudades dos tempos em que comentei o Lost and Translation. Vai ficando o hábito de vaguear pelas salas de cinema, procurando aquele estalo. Em vão.


Jorey.

Mafalda Azevedo disse...

Olá Nuno Alegria!
Acabo de sair do Crash de Paul Haggis... Devo dizer-te que o único aspecto memorável foi a oportunidade de rever o Tony Danza (ainda que decadente…). Já não o via desde os tempos da série "Who's the Boss?"

Voltando ao Crash… O ano passado houve um filme que me exasperou tanto como este. Chamava-se 21 Grams e continha histórias bem contadas. O problema é que se perdia num sentimentalismo quase insuportável. Por seu lado, Crash tenta explorar questões raciais e só consegue apresentar umas quantas historietas, sem interesse nenhum, protagonizadas por actores menores (pensei que nunca mais pagaria para ver a Sandra Bullock)… Pior do que isso, Crash contém sequências absurdas: a cena do desastre (preta histérica versus branco pronto a salvar uma vida) e a cena da capa invisível provocaram-me alguma vontade de sair da sala.
Enfim… Não quero só dizer mal… É um filme que apresenta um forte domínio sobre a narração e sobre a câmara… Pena que o realizador se perca em câmaras lentas absolutamente dispensáveis…
Um beijinho, Mafalda.

Nuno Alegria disse...

Olá!!

Bem, tou a ver que odiaste o filme... Eu, pelo contrário, adorei! Acho que o filme alerta-nos para questões essenciais, como a irracionalidade de pessoas preconceituosas e de outras que inicialmente não o são mas que se tornam pelo facto de viverem sob um clima de medo. O filme relata bem a complexidade da sociedade americana, repleta de contradições como o caso da discriminação contra os brancos como é explorado pela personagem de Matt Dillon. A mensagem que o filme transmite é fundamental numa época em que o ataque ao pensamento é tão forte, e em que as pessoas se esqueceram que independentemente da "raça" as fragilidades, limitações e contradições são comuns a todos nós. Preconceitos todos temos, mas acho que devemos combater ao máximo este tipo de irracionalidade, pois senão continuamos a mentir-nos a nós próprios! Na realidade como é que alguém pode pré-conceber alguma coisa?! Só se for omnisciente...Mas é isso que muito gente ainda não compreendeu.

Mtos bjos

Anónimo disse...

Mafalda,

Eu não gostei da tua crítica. Achei-a banal. Quando tiver tempo, replicarei. Há muita coisa naquele filme que merecia maior detença. Existencialismo relacional pré-dado por sistemas de conceitos circulares.

Jorey.

Mafalda Azevedo disse...

Caros visitantes,
Antes de voltar a escrever sobre o Crash, gostaria de pedir desculpa pela falta de novos textos no Mise en Abyme. Fica a promessa de tentar conjugar férias e críticas cinematográficas.

Voltando ao filme!
Observando a frase do Nuno Alegria (“Acho que o filme alerta-nos para questões essenciais”), ocorre-me um dos problemas fulcrais de Crash. O filme não “alerta”, o filme impinge. Explicando melhor. A meu ver, Crash não possui a subtileza necessária. Paul Haggis apresenta-nos um leque de seres humanos planos, pretensamente contraditórios, que transpiram um estereótipo lamechas e sem ponta de profundidade. Prefiro filmes sugestivos que conseguem pôr o espectador a reflectir, a relacionar e a tirar conclusões. Não gosto de películas óbvias e simplistas.

Quanto ao comentário do Jorey. Sou uma leitora assídua da crítica cinematográfica que se faz em Portugal e ainda não li textos que atacassem Crash. Desta forma, parece-me que a minha opinião nada tem de banal. Mas pegando no teu adjectivo, relembro-te de que “sistemas de conceitos circulares” são algo bastante “banal” no cinema dos nossos dias. Sem querer tirar o mérito narrativo e fílmico de Paul Haggis (belos raccords), atrevo-me a dizer que prefiro a circularidade dos filmes de Guy Ritchie.

Até breve!

Anónimo disse...

"Sou uma leitora assídua da crítica cinematográfica que se faz em Portugal e ainda não li textos que atacassem Crash. Desta forma, parece-me que a minha opinião nada tem de banal."

Este silogismo parece-me pouco coerente. O que é que um facto permite concluir sobre o outro? Quer dizer que quando alguém diz mal de uma coisa, desde que essa coisa ainda não tenha sido negativamente criticada, lhe retira imediatamente a possibilidade de ser banal? Parece-me que existe aqui uma petição de princípio, o que, a meu ver, é flagrantemente banal, apesar de muito em voga.

Até breve!

Jorey

Teresa Seguro disse...

"Existencialismo relacional pré-dado por sistemas de conceitos circulares"... Esta tua "petição de princípio" é a coisa mais banal que alguém poderia ter escrito. Bullshit. Deves ser um teórico assez coincé...

Anónimo disse...

A atenção de Teresa Seguro,

Como calculará, o meu comentário foi dirigido à minha querida amiga Mafalda. Como julgo que Vossa Excelência não tem mandato para defesa da visada, deixo-lhe o mais profundo silêncio sobre o seu comentário.

Jorey

Teresa Seguro disse...

Sim senhor... temos jurista!

Anónimo disse...

IT TAKES ONE TO KNOW ONE

Jorey

Karin disse...

Gosto do modo como aqui se fala de cinema. beijoka e continua o bom trabalho*

Anónimo disse...

O que é isto? é um blog de cinema ou de poesia?

Manuel disse...

100% de acordo com o Nuno Alegria a respeito do "Colisão",os comentários da Mafalda não fazem sentido.

121774 disse...

This blog is awesome! If you get a chance you may want to visit this penis enlargement reviews site, it's pretty awesome too!