30 abril 2007

Desabafo

Acho que nunca escrevi sobre o Vincente Minnelli. Até já escrevi sobre o meu amor secreto pelo Nicholas Ray e, sabe-se lá porquê, o Vincente Minnelli foi ficando para trás. E gosto tanto dos filmes dele. Gosto tanto daquele fulgor de sensações. Fico sempre a pensar no Romantismo oitocentista: grandes paixões, enormes tragédias, todas as emoções à flor da pele. Como no Two Weeks in Another Town em que todos se esbofeteiam, numa espiral vertiginosa de ódios e obsessões. (Tal como no Some Came Running, no The Bad and the Beautiful e mesmo no An American in Paris.) Em todos há a mesma velocidade, num idêntico e desesperado querer viver. Como se a vida acabasse ali e agora. E lá volto a pensar no único Garrett que me interessa - Frei Luís de Sousa – e, quando dou por mim, penso na Cyd Charisse e na Lana Turner ao mesmo tempo que recordo A Cartuxa de Parma de Stendhal.

1 comentário:

wasted blues disse...

Um post dedicado a Minnelli é sempre um post perfeito! Um realizador que continuo a descobrir com um imenso prazer :)