01 outubro 2006

You' ve never seen me



Thomas fotografou. Thomas seduziu. Thomas fartou-se de cabras. Thomas ampliou. Thomas constatou. A insensibilidade de Thomas converteu-se numa curiosidade insaciada. Thomas viu. (Thomas imaginou?)
Num filme inteiramente devoto a Thomas, é sobre nós que pensamos. Mais uma vez o cinema encaixado em nós, a reproduzir a nossa própria vida, a fazer-nos criar fantasmas. Umas vezes criados, outras vezes destruídos. Será sempre uma viagem alucinante ao fundo de nós mesmos. Nem poderia ser de outra forma. Quando é de outra forma, perde o sentido. Depois de paranóicos e desnorteados, presenciámos um jogo de ténis. (Andam sempre à procura da verdade e da realidade. Sempre. Precisam que o cinema seja convincente. Mas porquê?)
E quando surge o the end, ainda rodamos a cabeça de um lado para o outro. Porque é assim que se vive o cinema.

2 comentários:

Hugo Alves disse...

Quem é que te "apresentou" o Thomas quem foi? :-)

Mafalda Azevedo disse...

:)