10 outubro 2008

Righteous Kill


O filme tem problemas técnicos e demasiadas pontas soltas, mas há qualquer coisa de poético na forma como, perto do fim, Robert De Niro e Al Pacino lutam corpo a corpo. Talvez porque estejamos a ver dois veteranos da sétima arte e não haja forma de nos convencermos de que estamos a ver dois polícias de Nova Iorque. Talvez porque já os tenhamos visto em interpretações tão estrondosas que, quando os observamos agora, velhos e flácidos, fiquemos com medo que o fim esteja próximo. Ou talvez porque possamos jurar que aquela é a única sequência em que houve uma entrega sincera e um trabalho rigoroso de ambas as partes.

4 comentários:

juliette disse...

Estou em contagem decrescente para a estreia desse filme, mas também já me disseram que é desapontante. :(

João Eira disse...

Confesso que não espero grande coisa e o teu texto vem confirmar a promessa de desilusão. Mesmo assim, irei ver, como veria qualquer filme com estes dois monstros.

Mafalda Azevedo disse...

Juliette,
João Eira,

Vão ver e, depois, voltem aqui para conversarmos sobre o filme. Boa? E prestem atenção à "poesia" da dita sequência, OK?

=)

João Eira disse...

Fica prometido, verei no dia de estreia ;)