02 abril 2008

The Bucket List


Rob Reiner. O genro do insuportável Archie na série All in the Family, o realizador de Stand by Me e de Misery, filme que mencionei logo no início deste blogue, há tanto tempo que nem me reconheço naquilo que escrevi, e o mentor do recente The Bucket List. Os críticos dirão, e vejo-me obrigada a concordar com eles, que The Bucket List é frívolo e que se baseia no desempenho de dois actores que ligaram o piloto automático para interpretarem as personagens com que já nos habituaram: Jack Nicholson, o egoísta desenfreado; Morgan Freeman, o sensato e cauteloso.
É verdade. Mas também é verdade que The Bucket List é uma lição de vida para aqueles que a quiserem compreender.
Dois homens, moribundos e a caminho da resignação, impediram que o rumo da vida decidisse por eles. Carter and I saw the world together, diz Jack Nicholson a determinada altura. Ao contrariarem o rumo da vida, estes homens escolheram ver o mundo em vez de aceitarem uma jornada de auto-complacência e de sofrimento. E aqui, nesta decisão conjunta, reside aquilo que me fez gostar deste filme ao ponto de continuar a aplaudir Rob Reiner: a coragem de Carter Chambers ao fazer frente à mulher, aos filhos e ao socialmente aceite. Doa a quem doer. Porque é exactamente disto que este filme trata: de coragem. E também de sarcasmo. Um delicioso sarcasmo que não nos distrai excessivamente, mas que permite umas boas gargalhadas: What does a snail have to do to reincarnate? Leave the perfect trail of slime?
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Good afternoon. My name is Edward Cole. I don't know what most people say at these occasions because in all honesty, I've tried to avoid them. The simplest thing is I loved him and I miss him. Carter and I saw the world together, which is amazing when you think that only three months ago we were complete strangers. I hope that it doesn't sound selfish of me, but the last months of his life were the best months of mine. He saved my life, and he knew it before I did. I'm deeply proud that this man found it worth his while to know me. In the end, I think it's safe to say that we brought some joy to one another's lives, so one day, when I go to some final resting place, if I happen to wake up next to a certain wall with a gate, I hope that Carter's there to vouch for me and show me the ropes on the other side.

1 comentário:

mariananorton disse...

olá mafalda!

gosto sempre do que escreves e respeito muito a tua opinião.
daí que tenha ficado muito contente com o teu comentário sobre o trabalho em que participei nestes últimos meses.
espero que esteja tudo óptimo e com muito cinema pelo meio.

um beijinho,

Mariana :)