23 agosto 2012
Telegrama
16 agosto 2012
O Verão pede férias
24 julho 2012
Momento GIRLS
Imaginem quatro amigas: Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna. Hannah é a protagonista e é interpretada por Lena Dunham que assume também as funções de argumentista, realizadora e produtora executiva da série. Representa o estereótipo da gorda, baixa e feia com um enorme sentido de humor e uma ausência total de sentido de oportunidade. Marnie é a mais gira e é também a mais rígida e controladora. Jessa é a misteriosa, arrojada, um espírito livre e indomável. É a que me desperta maior predileção. Shoshanna, interpretada por Zosia Mamet que já conhecíamos de Mad Men, de The Kids Are All Right e do facto de ser filha de David Mamet, é a figura mais aborrecida de todas. Tomara que, na próxima temporada, ganhe contornos mais humanos e menos lúdicos.
São quatro amigas, vivem em Nova Iorque, têm ocupações medíocres, sofrem humilhações constantes e criticam-se umas às outras de forma pouco leal. Segundo as opiniões que li, chama-se a isto “realismo” em comparação com o “irrealismo” de Sex and the City, série com premissas semelhantes se excetuarmos o facto de a pandilha Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda privilegiar a amizade em detrimento de tudo e de ser um grupo de amigas coeso. Viviam em casas incomportáveis, estavam sempre no seu melhor e mantinham um estilo de vida impossível? Quero lá saber! Lamento mas, quando vejo séries cómicas sobre mulheres, não quero um retrato miserabilista sobre a vida destas. Quero fantasia, emoção e embuste. Quero festas, aventuras sexuais gratificantes e futilidades. Quero mulheres independentes, bem-sucedidas e que não vivam sob a alçada dos pais para sempre. Aliás, as constantes e irónicas referências à série Sex and the City são responsáveis por alguns dos momentos mais hilariantes de Girls…
Favoritismos à parte, e eu jogo na equipa Sex and the City, o pedido de desculpa do parasita Adam à doce Hannah foi realmente comovente. E não foi o único bom momento, claro. Para ser honesta, vi os 10 episódios em muito pouco tempo e posso garantir que me diverti. Vejam e digam de vossa justiça.
23 julho 2012
Fim de semana com Emma Stone
E bom. De personagem em personagem, e mesmo na chamada “vida real” pois, com a história de haver mais um Homem-Aranha, não faltam entrevistas da atriz por essa internet fora, não há como ficar desinteressado. Emma Stone é rápida, esperta e provoca admiração e respeito. A mim lembra-me uma bela raposa, de olhar inteligente e calculista. Fiquei cheia de vontade de ver o Easy A pois acredito que deva ser entusiasmante vê-la como protagonista de uma comédia. E fiquei com ainda mais vontade de a ver num filme realizado por um dos grandes. Tudo indica que será bigger than life. Até já Emma.
17 julho 2012
A ternura existe em Moonrise Kingdom
16 julho 2012
My kind of guy
09 julho 2012
27 junho 2012
Por ora lê-se e respira-se fundo

15 junho 2012
12 junho 2012
Duas semanas nos EUA
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.16 maio 2012
27 abril 2012
Encontro com Ron Diamond | o vídeo
16 abril 2012
27 março 2012
Sem querer ser repetitiva…

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O Verão é a melhor altura do ano. E já faltou mais.
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Fotografia de Elena Kalis
22 março 2012
19 março 2012
10 março 2012
We just come from a bad place.

Ultimamente, o acto de ir ao cinema tem-se demonstrado penoso. Pelas pessoas que abundam nas salas de cinema, de pipocas pestilentas no colo e ecrãs de odiosos smartphones iluminados nas mãos, acostumadas ao hábito pueril de ir comentando o filme com o comparsa do lado sempre que há um momento de silêncio na história que está a ser projectada. É a tirania dos energúmenos. Um martírio indescritível e, devo confessar, uma dor de alma. Mas, nos últimos meses, este cenário de desrespeito e má educação tem estado aliado a um repetido desencanto face aos filmes que se vão vendo. Arriscaria dizer que, no último ano, salvo honrosas excepções como The Tree of Life, Beginners, Drive, Sangue do meu Sangue e Uma Separação, haverá outras, não muitas com certeza, mas a memória falha-me e não me apetece elaborar uma lista rigorosa, o cinema que se viu por aqui foi um tanto ou quanto decepcionante. E ontem, no último dia de uma semana cansativa e repetitiva, quando me dirigi à sala de cinema mais próxima para ver o último filme de Steve McQueen, ia medrosa e preparada para o pior. E não deveria. Pois aquilo que vivi foi do mais intenso que tenho experimentado. Passou-se a noite, mal dormida e angustiada com o sofrimento de Brandon Sullivan, a quem a máscara caiu, e aqui estou, de computador em riste. Como se o olhar de Michael Fassbender no metro, inicialmente lânguido mas, a pouco e pouco, cada vez mais triste, nos perseguisse, nos pedisse ajuda. Como se aquele momento humilhante, protagonizado pelo chefe, ele sim imoral, que o confronta com a pornografia no disco rígido, exigisse uma espécie de retaliação e não conseguíssemos descansar até que esse desejo de vingança esteja consumado. É realmente difícil ser-se feliz. Ou ser-se simplesmente num mundo e num meio que obrigam a uma forma de estar tão rígida. E depois vemo-lo a ele, Brandon Sullivan, a tentar sobreviver, a tentar construir a sua persona até ao momento em que recebe a visita da irmã, o seu calcanhar de Aquiles, e tudo se desmorona. As lágrimas que caiem quando a ouve cantar não são mais do que a confirmação de que aquelas duas almas são irmãs de sangue e irmãs no sofrimento, na derrota e na falta de adequabilidade a este mundo. E quando entramos naquela casa de banho suja de sangue, apetece voltar a vestir o fato de treino, sair porta fora e correr como se não houvesse amanhã. Durante metros e mais metros, passando por quarteirões e semáforos, rumo a um qualquer destino que, acreditamos, nos trará serenidade e paz de espírito. Será pedir demais?
29 fevereiro 2012
27 fevereiro 2012
Não é só de tristeza que vive um blogue

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Idris Elba, o eterno Stringer Bell, vai ser Nelson Mandela.
E as pernas do Mise en Abyme quase que tremem de emoção.
Morreu Erland Josephson (1923-2012)

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Às vezes, parece que, de facto, a vida é o pouco que nos sobra da morte.









