17 agosto 2006

Mais achas para a fogueira

Rodrigues da Silva no JL de hoje:
"Sou franco: Miami Vice não me interessa absolutamente nada. Aquele foguetório todo passa-me ao lado, como ao lado me passa mais esta história de polícias & ladrões, no caso em apreço FBI versus traficantes de droga sul-americanos. Já vi. Mesmo se não vi, já vi (é tudo tão previsível, tão cheio de estereótipos, meu deus…) É bem filmado, Miami Vice? É. Pra caraças. Michael Mann sabe da poda: filma discotecas como ninguém, filma lanchas & carros, explosões & tiroteios, mortes & perseguições, tudo com um à-vontade invejável, mostrando-se mesmo impecável numa cena de amor. Mas, que querem?, o seu filme não me diz nada. Dizem que diverte, o azar é que eu gosto de me divertir/divergir (o radical etimológico é o mesmo) de outra maneira. Ou com outro cinema. Que me emocione, me inquiete, me faça pensar. E pensar-me. A culpa não é, pois, do Michael; a culpa é minha."
Tivesse eu escrito sobre Miami Vice e as minhas palavras seriam análogas a estas.

4 comentários:

Francisco Valente disse...

Espero eu para um jornal bem mais interessante que o JL. O JL já não faz pensar, pensa-se.

Anónimo disse...

Pois, mas não escreves...

Hugo Alves disse...

Os tipos que escrevem isto (tal como o do blog "não tenho vida para isto") deviam ser esquartejado em público ou vergastados por tanto incompetência, perdão, ignorância alegremente asumida...

O Luís Miguel Oliveira é que tem razão quando diz que há por aí "piratas das críticas".

Sim. O "miami vice" é bom. Um belo exercício de realização do Michael Mann.

Luís Alves disse...

isso é porque esse senhor do JL percebe tanto de cinema como eu de lagares de azeite.