27 abril 2012

Encontro com Ron Diamond | o vídeo

.
.
.

Para aqueles que não puderam estar presentes, aqui fica o vídeo do encontro com o Ron Diamond. Em baixo, podem inclusivamente assistir a uma das suas curtas-metragens preferidas (referida ao longo da conversa). Enjoy it!

27 março 2012

Sem querer ser repetitiva…

.

.
O Verão é a melhor altura do ano. E já faltou mais.
.
Fotografia de Elena Kalis

10 março 2012

We just come from a bad place.

.


Ultimamente, o acto de ir ao cinema tem-se demonstrado penoso. Pelas pessoas que abundam nas salas de cinema, de pipocas pestilentas no colo e ecrãs de odiosos smartphones iluminados nas mãos, acostumadas ao hábito pueril de ir comentando o filme com o comparsa do lado sempre que há um momento de silêncio na história que está a ser projectada. É a tirania dos energúmenos. Um martírio indescritível e, devo confessar, uma dor de alma. Mas, nos últimos meses, este cenário de desrespeito e má educação tem estado aliado a um repetido desencanto face aos filmes que se vão vendo. Arriscaria dizer que, no último ano, salvo honrosas excepções como The Tree of Life, Beginners, Drive, Sangue do meu Sangue e Uma Separação, haverá outras, não muitas com certeza, mas a memória falha-me e não me apetece elaborar uma lista rigorosa, o cinema que se viu por aqui foi um tanto ou quanto decepcionante. E ontem, no último dia de uma semana cansativa e repetitiva, quando me dirigi à sala de cinema mais próxima para ver o último filme de Steve McQueen, ia medrosa e preparada para o pior. E não deveria. Pois aquilo que vivi foi do mais intenso que tenho experimentado. Passou-se a noite, mal dormida e angustiada com o sofrimento de Brandon Sullivan, a quem a máscara caiu, e aqui estou, de computador em riste. Como se o olhar de Michael Fassbender no metro, inicialmente lânguido mas, a pouco e pouco, cada vez mais triste, nos perseguisse, nos pedisse ajuda. Como se aquele momento humilhante, protagonizado pelo chefe, ele sim imoral, que o confronta com a pornografia no disco rígido, exigisse uma espécie de retaliação e não conseguíssemos descansar até que esse desejo de vingança esteja consumado. É realmente difícil ser-se feliz. Ou ser-se simplesmente num mundo e num meio que obrigam a uma forma de estar tão rígida. E depois vemo-lo a ele, Brandon Sullivan, a tentar sobreviver, a tentar construir a sua persona até ao momento em que recebe a visita da irmã, o seu calcanhar de Aquiles, e tudo se desmorona. As lágrimas que caiem quando a ouve cantar não são mais do que a confirmação de que aquelas duas almas são irmãs de sangue e irmãs no sofrimento, na derrota e na falta de adequabilidade a este mundo. E quando entramos naquela casa de banho suja de sangue, apetece voltar a vestir o fato de treino, sair porta fora e correr como se não houvesse amanhã. Durante metros e mais metros, passando por quarteirões e semáforos, rumo a um qualquer destino que, acreditamos, nos trará serenidade e paz de espírito. Será pedir demais?

29 fevereiro 2012

Imagens que comovem

.

.
Joana, será que te lembras da nossa conversa?

27 fevereiro 2012

Não é só de tristeza que vive um blogue

.

.
Idris Elba, o eterno Stringer Bell, vai ser Nelson Mandela.
E as pernas do Mise en Abyme quase que tremem de emoção.

Morreu Erland Josephson (1923-2012)

.

.
Às vezes, parece que, de facto, a vida é o pouco que nos sobra da morte.

16 fevereiro 2012

03 fevereiro 2012

Esteve-se mesmo bem por Roma


.
Apollo e Dafne (1622-25), Gian Lorenzo Bernini
.

.
Il Ratto di Proserpina (1621-22), Gian Lorenzo Bernini
.

.
La vocazione di San Matteo (1598 - 1601), Caravaggio
.

.
Museo Nazionale di Castel Sant'Angelo
.

.
Caffè Greco
.

.
Carteira Prada
.
Obrigada querida Giovanna.

02 fevereiro 2012

Rubem Fonseca na Póvoa de Varzim

.

.
Tenho mesmo de arranjar maneira de ir.

09 janeiro 2012

Boa noite



Já deitada na cama, revejo o fim-de-semana que passou. Mais uma vez, foi horrivelmente curto. No entanto, consegui ver quatro filmes, entre velhos VHS que por aqui andavam e histórias alugadas no clube de vídeo. A cena mais marcante destes últimos dias foi, sem dúvida, o instante em que o Robert Kincaid [The Bridges of Madison County] olha para a resoluta Francesca e diz This kind of certainty comes but once in a lifetime. É a dor dele que me aflige a partir do momento em que os amantes se separam. E a cena do semáforo, embora já soubesse o seu desfecho, demonstrou-se de tal forma comovente que ainda não me restabeleci. Por isso, não resisti a vir até aqui para vos desejar uma boa semana. E bons filmes, claro. They came home. And with them, my life of details.

01 janeiro 2012

E é assim que olho para 2012

.

.
Cheia de esperança e de alegria.
E parabéns ao Mise en Abyme pelos seus 7 anos.

30 dezembro 2011

Hoje é noite de teatro

.

.
Foi há vários anos que descobri a obra de Rothko.

E é também por isso que estou muito curiosa em relação à peça de logo.

O Mise en Abyme também gosta de homens

.

.
Têm é de ser realmente especiais. Assim como o Nanni Moretti.

29 dezembro 2011

Só mais uma confidência…

.


.


.


.
Se vivesse nos anos 20, ia ficar muito feliz ao usar estes vestidos…

Educando o gosto

.

.
Henri Matisse Natureza-Morta, Ramo de Dálias e Livro Branco (1923)
.

Aqui há dias, fui até à Gulbenkian para visitar a exposição A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa que, aliás, recomendo vivamente a todas aqueles que estejam interessados em saber mais sobre a produção artística a partir da segunda metade do século XIX e até meados do século XX. Ao contrário do que seria de esperar, a exposição não está organizada por ordem cronológica, mas sim por núcleos, sendo que aquele que mais me cativou intitulava-se “Modernismos: identidades nacionais e a atracção por Paris”. Ao lá chegar, e ao mesmo tempo que lia o texto introdutório (O Modernismo parisiense foi para muitos artistas europeus a referência central no desenvolvimento das suas práticas artísticas. […] Este núcleo integra trabalhos de vários artistas de diferentes nacionalidades que se deslocaram a Paris para absorver as novas linguagens artísticas…), dei por mim a viajar até ao imaginário do último filme de Woody Allen, Midnight in Paris, sobre o qual ainda não tive oportunidade de escrever, mas que me entusiasmou muitíssimo. Aliás, serviu até para apagar certas recordações do bem menos cativante You Will Meet a Tall Dark Stranger. Mas bom. Voltando ao delírio optimista de Midnight in Paris, que bem que me soube estar ali, dentro daquele táxi mágico, a caminho da década de 20 e lado a lado com Cole Porter, Man Ray, Luis Buñuel, Dali ou Picasso, ambos representados na exposição da Gulbenkian. É de facto entusiasmante quando conseguimos aliar duas experiências culturais tão enriquecedoras. O filme já está em DVD. Quanto à exposição, é não perder a oportunidade até 8 de Janeiro.

28 dezembro 2011

É tempo de vencer o passado

.

.Jennifer Connelly, tão bonita
.
I have a story also, a little simpler than yours.
Many years ago, I had a friend, a dear friend.
I turned him in to save his life, but he was killed.
But he wanted it that way. It was a great friendship.
But it went bad for him, and it went bad for me too.
Good night, Mr Bailey.
.

Noodles, Once Upon a Time in America (1984)

2012 está à porta.
Preparemo-nos para o receber de braços abertos.

16 dezembro 2011

Das previsibilidades

.

.

Há muitos anos que leio os críticos de cinema do Público e, como qualquer seguidora dedicada, dou por mim a antecipar as suas reações. Daí que não tenha ficado surpreendida quando verifiquei que o crítico Luís Miguel Oliveira elegeu a obra Drive do dinamarquês Nicolas Winding Refn como alvo do seu recorrente e demolidor desprezo. Quanto a mim, devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendida com o ritmo prudente, circunspecto e pausado desta história de um justiceiro que abandona uma vida cautelosa e solitária em prol de um amor terno. Não deixo de me comover quando tenho a oportunidade de assistir à transformação de um adepto do geocentrismo, que é como quem diz alguém que se sente como centro do universo e que julga que todos os outros corpos giram ao seu redor, num ser que compreende a infinitude do mundo e que passa a agir em função das necessidades de alguém que ama. I just wanted you to know... just getting to be around you was the best thing that ever happened to me. E maior prova de amor não há. Mesmo que a crítica portuguesa não partilhe dessa opinião.