06 novembro 2009

Juliette Binoche

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Foi assim que a conheci e foi assim que me apaixonei.
E ontem estivemos as duas na mesma sala.

Bons tempos

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O Quantos Queres. Jogar ao quarto escuro. Jogar às damas e à bisca com o meu avô e descobrir que só ganhava porque ele deixava. O Macaquinho do Chinês. A Rua Sésamo e o Carnaval em que me mascarei de Poupas. Onda Choc. Jogos sem Fronteiras. Legos. Barbies. Os concursos todos desde o Festival da Canção até à Miss Portugal. A Pequena Sereia. O Bocas. O Super Mário no Game Boy. Top Mais. As aulas de natação. O cabelo à tigela. Dragon Ball e a televisão portátil que eu levava para todo o lado para não perder um combate. Missão Impossível. MacGyver. As canções da Tracy Chapman. Moedas de 25 escudos. Notas de 500 escudos. Tom Sawyer. Agora Escolha. A Tieta e o Roque Santeiro. O Justiceiro. Os Ficheiros Secretos. Beverly Hills 90210. Xena, a Princesa Guerreira. A Turma da Mónica. Os Ace of Base e os 4 Non Blondes. O Captain Planet. Andar de barco no Campo Grande. Dar a moeda ao elefante do Jardim Zoológico. Ir ao cinema todos os domingos. Fazer cadernetas. Coleccionar selos. O Mars, o Toffee Crisp e o ovo Kinder. Os cinco. Os mil presentes no Natal. Ser criança e saber que havia tempo para tudo isto e muito mais. Ter saudades.

17 outubro 2009

Elettra Rossellini Wiedemann

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Filha de Isabella Rossellini.
Neta de Ingrid Bergman e Roberto Rossellini.

15 outubro 2009

Os homens que odeiam as mulheres

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Acabo de ler o primeiro volume da trilogia Millennium. Quando o agarrei, pela primeira vez, numa livraria, fi-lo apenas por curiosidade. Inúmeras pessoas respeitáveis já o tinham lido e gostado. Normalmente, não sou apreciadora de grandes sucessos literários mas, neste caso, algo parecia diferente. Comprei-o e li-o de rompante. Noites mal dormidas, horas de almoço agarrada à história. Agora que acabou, há um sentimento que perdura: o orgulho em ser mulher. Este livro, tal como muitos filmes de Tarantino, tem este condão: elevar a condição feminina a uma escala de quase super-mulher. Lisbeth Salander, Erika Berger e até Harriet Vanger são os exemplos maiores. Acabado o livro, respira-se fundo e acredita-se no futuro.

14 outubro 2009

Agnès Varda na Fnac Chiado

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Agnès Varda nasceu na Bélgica, em 1928, onde passou a sua infância. Durante a adolescência foi para Paris e, ainda muito jovem, tornou-se fotógrafa de teatro.
Em 1954, escreve e realiza a sua primeira longa-metragem La pointe-courte, que contou com o actor Philippe Noiret no papel de protagonista. Este filme, juntamente com Duas Horas na Vida de Uma Mulher (1962), revela a relação da realizadora com o movimento artístico Nouvelle Vague. Seguiram-se filmes premiados como As duas faces da felicidade (1965); documentários de grande sucesso como o mais recente Os Respigadores e a Respigadora (2000) e películas em torno do cineasta Jacques Demy, seu marido e companheiro, como é exemplo O Universo de Jacques Demy (1995).
Em 2008, apresentou As Praias de Agnès, autobiografia em película, que ganhou o César de Melhor Documentário e veio testemunhar a militância feminista da realizadora, as suas viagens pelo mundo, o percurso de produtora independente, a vida em família e o amor pelas praias da sua vida.
A FNAC promove um encontro entre a realizadora e o público cinéfilo, moderado por Vasco Câmara, editor do Ípsilon e crítico de cinema.
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FNAC CHIADO
18 de Outubro, domingo, 19h

15 setembro 2009

13 setembro 2009

Horas, minutos, segundos

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Dias interessantes estes que passam. Horas bem gastas a ver êxitos do Sundance Film Festival, a visitar a exposição Quick, Quick, Slow no CCB – autênticas imagens em movimento – e a viajar até à magnífica sala do Teatro Nacional São João no Porto para assistir ao duelo Nekrosius / Dostoievski.
Partindo do princípio de que um momento pode resumir um espectáculo teatral de mais de cinco horas, falado em lituano e legendado em português, então esse momento teria de ser aquela conversa entre Míchkin – o idiota de Dostoievski – e Rogójin. Aquela mesma conversa em que o Príncipe diz é difícil distinguir a tua raiva do teu amor e em que Rogójin, exacerbado pela sua obsessão, não reage. Uma obsessão demoníaca, intemporal e nebulosa. Uma obsessão que determinará a morte de uma ilusão.
Nesta peça, há personalidades em conflito e amores desacertados. Dois homens que se amam e que disputam uma mesma mulher. Duas mulheres, diametralmente opostas, que lutam por um homem e que se desejam languidamente. É difícil distinguir a tua raiva do teu amor. Assim como é difícil distinguir a ilusão da realidade, o feminino do masculino, o amor do ódio, uma personalidade de outra.
Existem duas portas suspensas e um espelho que, de vez em quando, rodopia. Há canções que consomem o espaço, vozes graves e murmúrios. Talvez não haja amor sem ilusão. Talvez um apaixonado seja sempre alguém que está profundamente iludido e que acredita numa falsa realidade.
No final de um deslumbramento a que chamam teatro de longo curso, quando o fruto da ilusão deixa de fazer parte do mundo terreno, quando as fantasias dão lugar à crueza da realidade, o que sobra de nós?

07 setembro 2009

Alguma individualidade, por favor

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Tenho a certeza de que terei uma apoplexia se continuar a ler mais textos que aclamem Public Enemies e Inglourious Basterds como obras-primas supremas. Estou cansada de ler e reler os mesmos argumentos, naquilo que parece ser a atitude mais bajuladora de que há memória. Não há ninguém que se atreva a levantar o dedo aos americanos Mann e Tarantino e não há ninguém que reme contra a maré. Um aborrecimento.

01 setembro 2009

29 agosto 2009

Do you remember the time?

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Demorei muito pra te encontrar
Agora eu quero só você
Seu jeito todo especial de ser
Eu fico louco com você
Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer
Só sinto com você
Meu pensamento voa de encontro ao teu
Será que é sonho meu?
Tava cansado de me preocupar
quantas vezes eu dancei
E quantas vezes que eu só fiquei
chorei, chorei
Agora eu quero ir fundo lá na emoção
Mexer teu coração
Salta comigo alto e todo mundo vê
que eu quero só você

Foram muitas tardes a cantar esta música. E muitas noites a dançá-la. Éramos meninas de liceu e só queríamos que tudo isto acontecesse. E aconteceu. Parabéns à minha querida e linda Nabur.

27 agosto 2009

Então é assim?

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Mais uma insónia. Ligo a televisão e dou de caras com duas estrelas do meu cinema, a Jennifer Beals e a Cybill Shepherd, a contracenarem numa série sobre lésbicas. Parece que se chama The L Word e que toda a gente sabe o que é. Eu não sabia e achei uma valente porcaria. Duas actrizes a chafurdarem num filme pornográfico que nem se assume como tal. Uma tristeza.

21 agosto 2009

En Tus Brazos

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É hoje! PARABÉNS!

20 agosto 2009

19 agosto 2009

14 agosto 2009

Está na hora

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Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema do Ípsilon, já assinou algumas opiniões que me tiraram do sério. Lembro-me sempre da sua má vontade para com A Tale of Two Sisters e do seu desprezo velado pelo enorme Charlie Kaufman.
Hoje, no entanto, é este mesmo homem que assina um texto prodigioso sobre a mais recente longa-metragem dos estúdios de animação Disney/Pixar, Up. Lê-lo assim, tão compassivo e atento, é um prazer imenso. De reter a comparação final que passo a citar:

Mexendo nuns pormenores aqui e ali, não ficávamos longe de um "Gran Torino" em desenho animado. Exagero? Um bocadinho. Mas a justeza e a autenticidade do "trânsito" emocional entre aquelas duas personagens pedem que se exagere esse bocadinho.

Obrigada.

13 agosto 2009

As Praias de Agnès

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Longe do Project Runway e do Sex and the City, guilty pleasures imprescindíveis para a sanidade mental de qualquer indivíduo, desloquei-me até ao novo cinema da Avenida de Roma para assistir ao filme As Praias de Agnès. Cerca de duas horas depois, encharcada em lágrimas e em recordações, saía dessa mesma sala de cinema, de ouvidos postos nos elogios que não cessavam e feliz como se aquele fosse o meu filme e não o de Agnès Varda.
Para qualquer cinéfilo ou curioso que se preze, o nome Agnès Varda é facilmente reconhecível. Seja por ter sido a companheira de Jacques Demy, uma fotógrafa de fibra ou uma referência do movimento nouvelle vague. Qualquer razão é válida para agradecermos a sua existência. E este novo filme, auto-reflexão em película, faz-nos acreditar que a conhecemos e que somos parte da sua obra. Assim como o Philippe Noiret, o Gérard Depardieu, o Harrison Ford, a Jane Birkin, o Fidel Castro e até o Jim Morrison.
Um filme vivo, uma auto-reflexão em película, um prodígio de registos. Varda salta de registo em registo, ora dramático, ora teatral, ora revivalista, ora cómico, ora surrealista, ora burlesco, ora realista, ora romântico, e, nunca, nem por um momento, perde o pé. Nem mesmo quando fala de Jacques Demy. Nem mesmo quando o filma, centímetro a centímetro, tão perto que parece que lhe sentimos o cheiro. Nem mesmo quando anuncia ao mundo que o amor da sua vida morreu de SIDA. Nem mesmo aí. E é por tudo isto, e por muito mais, acreditem, que desejamos que a 10ª Festa do Cinema Francês cumpra o seu propósito e traga esta senhora a Portugal. Se tal acontecer, ficaremos eternamente gratos.
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Que bom se torna reconhecê-la na diferença e na capacidade de mudar sempre, como se tudo recomeçasse a cada filme.
Mário Jorge Torres, Ípsilon de 7 de Agosto

04 agosto 2009

A melhor notícia do dia

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E agora vou ali saltar de contentamento e já volto.