E fez-se justiça.
03 março 2014
Red Carpet II
... a Lupita Nyong'o parece a Cinderela ...
... a Amy Adams está tão "pãozinho sem sal" ...
... obrigada Naomi Watts por abrilhantares a noite ...
02 março 2014
24 fevereiro 2014
Saturação
Este ano, e pela primeira vez desde há muito tempo, não tenciono ver a cerimónia dos Óscares. Por três razões que não serão apresentadas pela sua ordem de importância: já não tenho a mesma estaleca que tinha para ficar acordada até às tantas da madrugada em frente à televisão, não me apetece ver a Jennifer Lawrence a ganhar mais um Óscar e ainda me apetece menos ver um filme como o American Hustle a ganhar o que quer que seja. Mas tenho pena, claro. Gostava de ver o Pharrell Williams a atuar e até simpatizo com a Ellen DeGeneres. Mas bom. Se bem me lembro, é raríssimo ver os meus favoritos a festejarem o que quer que seja. Vou-me ficar pelo red carpet. Lupita Nyong'o, I'll be watching you.
20 fevereiro 2014
My it girl
Lupita Nyong'o
Deslumbrante e inspiradora.
(E que bálsamo para os olhos estes vestidos alegres e vibrantes.)
18 fevereiro 2014
Em Busca da Verdade (1961)
Ontem à noite, em pleno Nimas,
voltei a aperceber-me de que a capacidade de sobreviver é a maior das artes.
26 janeiro 2014
18 janeiro 2014
O homem que não tinha medo do silêncio
Hoje, depois de ontem à noite ter ido ver o Sonata de Outono ao Nimas, resolvi dedicar grande parte do meu dia a Ingmar Bergman. Nem sempre tenho coragem para voltar a ele, mas esta manhã senti essa necessidade e resolvi ver os três documentários que me foram oferecidos depois de um atencioso leitor, a quem agradeço muitíssimo, ter tido o cuidado de me alertar para a sua existência e importância.
Já conhecia muitas das histórias que ali são contadas pelo realizador, especialmente por ter lido o Lanterna Mágica, mas foi extraordinário poder ouvir e ver o homem, a quem devo tanto, a falar sobre a mulher da sua vida - Ingrid –, a revelar pormenores da sua casa e do seu cinema privado, a confessar o seu repúdio pelos críticos e o seu amor pela música e a lamentar a maior deceção da sua vida.
Ei-lo, para nos mostrar na nossa nudez, dizia a capa do Ípsilon de 10 de Janeiro e é tāo verdade. Ingmar Bergman, como mais ninguém, compreendeu e, mais importante, conseguiu transmitir a verdade sobre o ser humano. A nós, e perante a impossibilidade de algum dia o virmos a conhecer pessoalmente, resta-nos agradecer e esperar que ele, homem que cria em espíritos e fantasmas, nos ouça. Mil vezes obrigada Ingmar Bergman.
13 janeiro 2014
Ladies do it better
Helen Mirren, Globos de Ouro 2014
Emmanuelle Riva, Óscares 2013
Outro bom exemplo: Meryl Streep, Óscares 2010
Há quase um ano, aqui neste mesmo
blog, bati uma salva de palmas à Rititi a propósito do texto que ela escreveu
sobre a classe da Emmanuelle Riva em comparação com o "estilo da Jennifer
Lawrence ou da Amy Adams, meninas disfarçadas de princesas”. E hoje, enquanto
espreitava as fotografias da gala de ontem dos Globos de Ouro, voltei a
lembrar-me desse mesmo post quando me apercebi de que a mulher mais bem vestida
da noite, aquela que sobressaía pela sua elegância e classe, era a Helen
Mirren.
Repetindo as sábias palavras da Rititi: "Isto que vocês estão a
ver chama-se ter classe, ser superior, indiferente até, ao vestido que se usa
ou aos sapatos e às jóias que nos decoram. Ter classe não tem nada a ver com roupa,
nem com o estilo e muito menos com a moda, mas sim com a sabedoria, com a
idade, com a vida."
Admiro imensamente a beleza feminina,
mas prezo ainda mais aquelas mulheres que, para além da sua beleza, da sua star
quality de que tanto se fala hoje em dia, revelam inteligência, experiência de vida e serenidade através da sua expressão facial.
12 janeiro 2014
Tal Pai, Tal Filho
Se eu, por algum acaso da vida, me tornasse realizadora, gostava de saber fazer um filme como este:
Este é o meu cinema, aquele que vive dentro de mim, aquele que me reflete e me transcende.
Delicado
Atento
Profundo
Inteligente
Enternecedor
02 janeiro 2014
2014, finalmente
Esta fotografia, cuja autoria desconheço, representa aquilo que desejo para 2014: serenidade e conforto. E tudo o que isso implica, claro: saúde, bem-estar e muito amor à minha volta. E livros memoráveis. E filmes excelentes. Contem-me histórias, daquelas mesmo boas, que me comovam e me ponham a refletir sobre a vida de todos nós. E ofereçam-me presentes, assim de vez em quando. Não há nada mais triste do que uma vida sem surpresas, sem lembranças. Convém não esquecer que o amor, a amizade e a gratidão também se expressam através de um postal, de uma carta, de uma flor, de um presentinho embrulhado. Eu cá farei um esforço para não me esquecer disto e para levar um bocadinho de alegria às pessoas de quem gosto tanto.
Equinócio
Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro o pano de um teatro
um passeio de noite a sós de bicicleta
o riso que ninguém reteve num retrato
Folheia-se num bar o horário da Morte
Encomenda-se um gim enquanto ela não chega
Loucura foi não ter incendiado o bosque
Já não sei em que mês se deu aquela cena
Chega-se a este ponto Arrepiar caminho
Soletrar no passado a imagem do futuro
Abrir uma janela Acender o cachimbo
para deixar no mundo uma herança de fumo
Rola mais um trovão Chega-se a este ponto
em que apetece um ombro e nos pedem um sabre
Em que a rota do Sol é a roda do sono
Chega-se a este ponto em que a gente não sabe
Equinócio
Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro o pano de um teatro
um passeio de noite a sós de bicicleta
o riso que ninguém reteve num retrato
Folheia-se num bar o horário da Morte
Encomenda-se um gim enquanto ela não chega
Loucura foi não ter incendiado o bosque
Já não sei em que mês se deu aquela cena
Chega-se a este ponto Arrepiar caminho
Soletrar no passado a imagem do futuro
Abrir uma janela Acender o cachimbo
para deixar no mundo uma herança de fumo
Rola mais um trovão Chega-se a este ponto
em que apetece um ombro e nos pedem um sabre
Em que a rota do Sol é a roda do sono
Chega-se a este ponto em que a gente não sabe
David Mourão-Ferreira
E parabéns ao Mise en Abyme pelos seus 9 anos.
16 dezembro 2013
O melhor de Downton Abbey
Rir a bandeiras despregadas com a personagem interpretada pela Maggie Smith.
Rever a Elizabeth McGovern.
(nunca a esqueceremos em Once Upon a Time in America)
De resto, e bem sei que ainda estou a meio da segunda temporada, não tenho adorado o estilo soap opera em que tudo é possível. Não obstante, e apesar de haver surpresas trágicas de 5 em 5 minutos, continuarei a ver. Nem que seja pela reconstituição histórica e pelo finíssimo sentido de humor. Até breve.
11 dezembro 2013
Boas Festas!
Feliz Natal a todos!
E que 2014 seja substancialmente melhor do que 2013!
(A ver se a passagem de ano me dá a audácia necessária para começar a usar um batom como o da Cyd Charisse.)
22 novembro 2013
... e por falar em fechos ...
Acabo de saber que, a partir do próximo domingo, dia 24 de Novembro, a MEDEIA FILMES vai deixar de explorar comercialmente o Cinema Medeia King, terminando desta forma a exibição regular de cinema nestas salas.
Suspiro.
20 novembro 2013
A vida flui
Lá fora está escuro. Parecem 22h e ainda são 18h30. Não gosto mesmo nada do Inverno, dos dias curtos, do frio quando se anda na rua e, pior do que tudo, da chuva incessante de algumas manhãs quando saio de casa para ir trabalhar. No entanto, e tenho de dar a mão à palmatória, a verdade é que, sem a tentação da praia ou das caminhadas, é nesta altura do ano que vou a mais exposições, que vejo mais filmes e que leio mais livros. E que ouço mais música e que assisto a mais espetáculos de teatro. Nos últimos dias, tive a sorte de assistir a dois showcases na FNAC que me enriqueceram verdadeiramente. O primeiro, um amor antigo, do meu querido Noiserv. O segundo, um deslumbramento mais recente, da Gisela João, essa força da natureza. Dois discos incríveis - Almost Visible Orchestra e Gisela João, respetivamente – que estão nas lojas à espera de ser comprados ou, melhor ainda, oferecidos neste Natal.
Ainda nestes últimos dias, fui também ver O Preço, de Arthur Miller, ao Teatro Aberto, e saí de lá com a certeza de todos nós sermos, ao longo da vida, levados a “escolher” papéis. Papéis que representamos arduamente e dos quais não conseguimos fugir. Aliado a esta certeza, o desejo enorme de que este teatro não feche e de que esta não tenha sido a sua última representação. Não consigo imaginar nada de tão desolador como a visão da minha vida sem as peças do Teatro Aberto.
04 novembro 2013
Frances Ha
It’s that thing when you’re with someone and you love them and they know it, and they love you and you know it, but it’s a party! And you’re both talking to other people and you’re laughing and shining and you look across the room and catch each other’s eyes. But…but not because you’re possessive or it’s precisely sexual but because that is your person in this life. And it’s funny and sad but only because this life will end. And it’s this secret world that exists right there in public unnoticed that no one knows about. It’s sort of like how they say that other dimensions exist all around us, but we don’t have the ability to perceive them. That’s…that’s what I want out of a relationship or just life, I guess.
28 outubro 2013
Mais coisas que melhoram a vida
Um livro que me foi oferecido em 2007, por uma querida amiga, e que só agora li. É caso para dizer tardo, mas não falho. A tradução é de um saudoso Professor com quem tive aulas na Faculdade e a história, que, por aquilo que sei, foi adaptada ao cinema, é um relato sobre o horror, o conformismo e a fragilidade humana. Depois de o ler, fiquei com ainda mais vontade de ir ver o Hannah Arendt.
Footnote (2011) | (título inglês)
Um filme comovente que tive a oportunidade de ver no cinema Renoir, em Madrid, onde gosto sempre de voltar quando vou à capital espanhola. Ali perto, descobri mais uma relíquia madrilena: um café, El Apartamento del No 5, que homenageia o universo de Billy Wilder.
Foto: Este es el color de mis sueños, Joan Miró (1925)
Vi este quadro, pela primeira vez, em Nova Iorque e nunca mais o esqueci. Nem imaginam a minha felicidade quando o revi numa exposição, que reflete sobre as relações entre o Surrealismo e o Sonho, em pleno Museu Thyssen-Bornemisza.
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