27 setembro 2012

Obrigada Videocentro


Sou uma pessoa de rotinas. Gosto de as ter e sinto-me confortável com isso. Adoro, por exemplo, ir a pé de minha casa até à Baixa, passando pela Avenida de Liberdade e parando, de quando em quando, para ver as montras.
Outra rotina de que gosto particularmente é a de ir ao clube de vídeo. Bem sei que é um modelo de negócio em vias de extinção, mas não há nada a fazer. Sabe-me bem sair de casa, ir até ao Videocentro da Óscar Monteiro Torres, olhar para as prateleiras, encontrar o filme que me tinha escapado no cinema, conversar com o empregado e descobrir, por exemplo, que é um grande admirador de Pablo Neruda, levar o filme e vê-lo em casa, bem acompanhada e sem a interferência barulhenta de espectadores desconhecidos.
Nos últimos dias, e graças ao Videocentro, pude ver o Hunger do Steve McQueen – devastador e, ao mesmo tempo, dignificante -; o Tropa de Elite I e II; o Toy Story – não sei como mas nunca o tinha visto – e o Tinker Tailor Soldier Spy de que gostei muitíssimo. E tudo isto a preços simpáticos e ao meu ritmo. Houve alturas em que me imaginava como proprietária de um clube de vídeo que só disponibilizasse filmes antigos, daqueles que só se conseguem ver na Cinemateca. Hoje em dia, e sonhos à parte, já fico especialmente contente de cada vez que posso ir ao clube de vídeo e não bato com o nariz na porta. Espero que assim continue.  

25 setembro 2012

Pinterest


Bem tentei resistir, mas estou oficialmente rendida ao Pinterest.

16 setembro 2012

Pensamentos que se cruzam

Concretizei este desejo e vi o Easy A. Emma Stone, you rock.

Houve uma altura em que só queríamos saber do Romain Duris. Parece que esses tempos chegaram ao fim e que foram substituídos pelo reinado de Guillaume Canet. Depois de Last Night, foi realmente comovente vê-lo no recém-estreado Une vie meilleure, lado a lado com Leïla Bekhti de Um Profeta.

Boa noite. 

07 setembro 2012

The Clearing (2004)


De todos os filmes que vi nestas férias, este não me sai da cabeça. Já se passaram inúmeros dias e, ainda assim, continuo angustiada com aquilo que aconteceu àquele casal. Um homem, trabalhador e convicto da importância de atingir um determinado conforto financeiro, e uma mulher, audaciosa na forma como manteve um casamento e educou dois filhos, veem as suas vidas devassadas por um louco ressabiado, o sombrio Willem Dafoe, de um dia para o outro e isentos de qualquer tipo de responsabilidade.
Este é o caso típico em que o cinema se confunde com a vida e em que eu tomo as dores das personagens. Não consigo evitar e ponho-me no lugar daquela mulher, tão elegantemente interpretada pela Helen Mirren, que vive atormentada durante dias e dias, levada a crer que o marido – Robert Redford – ainda está vivo e que, só mais tarde, constata o facto de este ter morrido no dia em que foi raptado e, possivelmente, no momento em que ela fazia os possíveis por entreter os convidados de um jantar. Demasiado injusto.
Há uma sobriedade, uma atenção ao pormenor e uma morosidade na forma como a narrativa é conduzida que me comoveram particularmente. Recomendo-o sem hesitações. 
Um excelente fim de semana para todos.


03 setembro 2012

30 anos já cá cantam

 Fotografia de George Hoyningen-Huene. 

É o fim das férias e o regresso do despertador. O estado de espírito não é dos mais animados. A juntar a isto, há que encontrar forma de lidar com as saudades que teremos desta amiga. 
Sabemos que melhores dias virão mas, por enquanto, procura-se inspiração para sobreviver à manhã de hoje.

23 agosto 2012

Telegrama


Uma curta interrupção nestas belíssimas férias para contar que fui a Castelo Branco e que aproveitei para ver os The Expendables 2. No meio dos tiros, das explosões e das acrobacias, há um homem que sobressai e esse super herói chama-se Jason Statham. 
Sim, já o conhecíamos das aventuras do Guy Ritchie e até do Michael Mann, mas só agora é que nos apeteceu revelar esta secreta paixoneta. Boas férias e bons mergulhos.

Sylvester Stallone - That plane belongs in a museum.
Arnold Schwarzenegger - We all do.

16 agosto 2012

O Verão pede férias


E aqui vamos nós. Galiza, Beira e Tróia. Música, descanso e sol. E, quando voltar, já terei 30 anos. 
Até lá, desejo-vos umas excelentes férias, cheias de bons momentos. E de grandes filmes, como convém.

24 julho 2012

Momento GIRLS


O Mise en Abyme já viu Girls, a série da moda, e não ficou completamente convencido.

Imaginem quatro amigas: Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna. Hannah é a protagonista e é interpretada por Lena Dunham que assume também as funções de argumentista, realizadora e produtora executiva da série. Representa o estereótipo da gorda, baixa e feia com um enorme sentido de humor e uma ausência total de sentido de oportunidade. Marnie é a mais gira e é também a mais rígida e controladora. Jessa é a misteriosa, arrojada, um espírito livre e indomável. É a que me desperta maior predileção. Shoshanna, interpretada por Zosia Mamet que já conhecíamos de Mad Men, de The Kids Are All Right e do facto de ser filha de David Mamet, é a figura mais aborrecida de todas. Tomara que, na próxima temporada, ganhe contornos mais humanos e menos lúdicos.
São quatro amigas, vivem em Nova Iorque, têm ocupações medíocres, sofrem humilhações constantes e criticam-se umas às outras de forma pouco leal. Segundo as opiniões que li, chama-se a isto “realismo” em comparação com o “irrealismo” de Sex and the City, série com premissas semelhantes se excetuarmos o facto de a pandilha Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda privilegiar a amizade em detrimento de tudo e de ser um grupo de amigas coeso. Viviam em casas incomportáveis, estavam sempre no seu melhor e mantinham um estilo de vida impossível? Quero lá saber! Lamento mas, quando vejo séries cómicas sobre mulheres, não quero um retrato miserabilista sobre a vida destas. Quero fantasia, emoção e embuste. Quero festas, aventuras sexuais gratificantes e futilidades. Quero mulheres independentes, bem-sucedidas e que não vivam sob a alçada dos pais para sempre. Aliás, as constantes e irónicas referências à série Sex and the City são responsáveis por alguns dos momentos mais hilariantes de Girls

Favoritismos à parte, e eu jogo na equipa Sex and the City, o pedido de desculpa do parasita Adam à doce Hannah foi realmente comovente. E não foi o único bom momento, claro. Para ser honesta, vi os 10 episódios em muito pouco tempo e posso garantir que me diverti. Vejam e digam de vossa justiça.

23 julho 2012

Fim de semana com Emma Stone

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Uma pessoa não consegue ficar indiferente a textos como este e este. Depois de os ler, é natural que queira ter uma opinião sobre a atriz do momento. E foi por isso mesmo que vi, de rajada, três filmes absolutamente banais - The Help, Crazy, Stupid, Love (o único que merecia ser visto) e Friends with Benefits. Bem sei que a adorável Emma Stone também integra o elenco de Superbad, mas esse já eu o tinha visto, numa sala de cinema de que não me recordo mas na qual me ri e comovi como convém.
E bom. De personagem em personagem, e mesmo na chamada “vida real” pois, com a história de haver mais um Homem-Aranha, não faltam entrevistas da atriz por essa internet fora, não há como ficar desinteressado. Emma Stone é rápida, esperta e provoca admiração e respeito. A mim lembra-me uma bela raposa, de olhar inteligente e calculista. Fiquei cheia de vontade de ver o Easy A pois acredito que deva ser entusiasmante vê-la como protagonista de uma comédia. E fiquei com ainda mais vontade de a ver num filme realizado por um dos grandes. Tudo indica que será bigger than life. Até já Emma.

17 julho 2012

A ternura existe em Moonrise Kingdom

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I love you but you have no idea what you are talking about. 
Sam

16 julho 2012

My kind of guy

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Há homens que só melhoram com a idade. 
A ver se o Will McAvoy suplanta o Bernard Berkman.
O Mise en Abyme estará atento.