23 julho 2012

Fim de semana com Emma Stone

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Uma pessoa não consegue ficar indiferente a textos como este e este. Depois de os ler, é natural que queira ter uma opinião sobre a atriz do momento. E foi por isso mesmo que vi, de rajada, três filmes absolutamente banais - The Help, Crazy, Stupid, Love (o único que merecia ser visto) e Friends with Benefits. Bem sei que a adorável Emma Stone também integra o elenco de Superbad, mas esse já eu o tinha visto, numa sala de cinema de que não me recordo mas na qual me ri e comovi como convém.
E bom. De personagem em personagem, e mesmo na chamada “vida real” pois, com a história de haver mais um Homem-Aranha, não faltam entrevistas da atriz por essa internet fora, não há como ficar desinteressado. Emma Stone é rápida, esperta e provoca admiração e respeito. A mim lembra-me uma bela raposa, de olhar inteligente e calculista. Fiquei cheia de vontade de ver o Easy A pois acredito que deva ser entusiasmante vê-la como protagonista de uma comédia. E fiquei com ainda mais vontade de a ver num filme realizado por um dos grandes. Tudo indica que será bigger than life. Até já Emma.

17 julho 2012

A ternura existe em Moonrise Kingdom

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I love you but you have no idea what you are talking about. 
Sam

16 julho 2012

My kind of guy

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Há homens que só melhoram com a idade. 
A ver se o Will McAvoy suplanta o Bernard Berkman.
O Mise en Abyme estará atento. 

27 junho 2012

Por ora lê-se e respira-se fundo

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Um presente inesperado traduziu-se numa viagem ao passado de Ingmar Bergman. Que bom que é senti-lo vivo, a conversar comigo, como se estivesse ao meu lado a confidenciar-me a sua infância. O meu mais sincero obrigada. 

15 junho 2012

12 junho 2012

Duas semanas nos EUA

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E assim foi. O Mise en Abyme apanhou uma série de aviões e foi conhecer quatro cidades dos Estados Unidos. Uma salva de palmas para os americanos, sempre conversadores, educados e amigáveis. E aqui fica um resumo desta experiência inolvidável.
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Nova Iorque – da Carrie Bradshaw ao Woody Allen
Pela primeira vez na vida, não tive qualquer problema em orientar-me pelas ruas de uma cidade. E tudo graças ao facto de as mesmas corresponderem a números e não a nomes. Very clever. Nova Iorque é absolutamente colossal, com um ritmo e um cosmopolitismo estonteantes. Das senhoras que passeiam os seus cães, aos americanos obesos de calções, passando por todas as nacionalidades que conversam pelas ruas, Nova Iorque muda a cada esquina. E não dorme. De facto, já cantava o Sinatra, I wanna wake up in a city that doesn't sleep. E tinha razão.
Em vez de recorrer ao metro ou a autocarros, o Mise en Abyme palmilhou Manhattan de uma ponta à outra e ainda atravessou a famosa ponte e foi conhecer Brooklyn, mais especificamente o bairro de Dumbo, encantador com as suas livrarias, parques e cafés de perder a cabeça. No meio de tudo isto, também houve tempo para conhecer algumas salas do Met – seria impensável percorrê-lo todo numa só visita – e a incrível coleção do MoMA, com direito à retrospetiva dedicada à multifacetada Cindy Sherman.
Num dos dias, a cereja no topo do bolo: decidir atravessar uma rua e aperceber-me de que o Ben Stiller está do outro lado, a rodar um filme. Extraordinário.
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Los Angeles - Until the sun comes up over Santa Monica Boulevard
E bom. Nova Iorque ficou para trás e eis que o Mise en Abyme chegou à Califórnia, terra de boa fruta. Depois de alugar um carro, seguiu-se em direção a Hollywood. Foi um belo dia passado nos Universal Studios, com destaque para os cenários do Psycho e para a possibilidade de experimentar, ao vivo e a cores, o poder dos efeitos especiais.
Outro dos momentos memoráveis desta viagem foi o passeio até às praias de Santa Barbara, onde os golfinhos nadam ao lado dos surfistas (viva o Oceano Pacífico!), ao som de um programa de rádio dedicado aos The Beatles, com direito a ouvir duas vezes seguidas a canção Lucy in the Sky with Diamonds. Bestial.
Quanto a celebridades, só mesmo o Christian Siriano.
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São Francisco – até parece que estamos em Lisboa
Há as semelhanças óbvias entre a nossa capital e São Francisco: a ponte, o sobe e desce das colinas, os elétricos e toda aquela baía inspiradora. No entanto, a cidade americana fica a perder pela insegurança que transmite. São centenas de sem-abrigos, muitos deles com problemas psíquicos, que moram nas ruas e que aguardam por uma qualquer esmola para gastarem em droga. Muito impressionante. Esquecendo isto, São Francisco foi a cidade em que provei os fortune cookies e isso é o género de experiência que este blogue irá relembrar. Para além disso, esta é uma cidade com restaurantes muito bons e que, tal como referiu uma autóctone, We take food very seriously. Também aqui o Mise en Abyme aproveitou para sair do centro urbano e foi conhecer as vinhas de Napa Valley e de Sonoma.
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Chicago – a revelação da viagem
Logo à chegada, o taxista, que guiou do aeroporto até ao hotel, tinha o Corão no tablier do carro e passou grande parte do caminho a rezar. Que cidade extraordinária! Muito mais limpa e acolhedora do que Nova Iorque ou São Francisco, Chicago é um colosso em termos de arquitetura. O Mise en Abyme subiu à Willis Tower, anteriormente conhecida como Sears Tower, andou de barco pelo rio, passeou pela praia do Lake Michigan e pelos jardins do Millennium Park e apaixonou-se. Para sempre. Ainda por cima, o hotel oferecia M&M's à descrição e isso é um ponto realmente positivo.
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E agora, depois deste relato, o Mise en Abyme vai dormir pois o jet lag não perdoa.

27 abril 2012

Encontro com Ron Diamond | o vídeo

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Para aqueles que não puderam estar presentes, aqui fica o vídeo do encontro com o Ron Diamond. Em baixo, podem inclusivamente assistir a uma das suas curtas-metragens preferidas (referida ao longo da conversa). Enjoy it!

27 março 2012

Sem querer ser repetitiva…

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O Verão é a melhor altura do ano. E já faltou mais.
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Fotografia de Elena Kalis

10 março 2012

We just come from a bad place.

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Ultimamente, o acto de ir ao cinema tem-se demonstrado penoso. Pelas pessoas que abundam nas salas de cinema, de pipocas pestilentas no colo e ecrãs de odiosos smartphones iluminados nas mãos, acostumadas ao hábito pueril de ir comentando o filme com o comparsa do lado sempre que há um momento de silêncio na história que está a ser projectada. É a tirania dos energúmenos. Um martírio indescritível e, devo confessar, uma dor de alma. Mas, nos últimos meses, este cenário de desrespeito e má educação tem estado aliado a um repetido desencanto face aos filmes que se vão vendo. Arriscaria dizer que, no último ano, salvo honrosas excepções como The Tree of Life, Beginners, Drive, Sangue do meu Sangue e Uma Separação, haverá outras, não muitas com certeza, mas a memória falha-me e não me apetece elaborar uma lista rigorosa, o cinema que se viu por aqui foi um tanto ou quanto decepcionante. E ontem, no último dia de uma semana cansativa e repetitiva, quando me dirigi à sala de cinema mais próxima para ver o último filme de Steve McQueen, ia medrosa e preparada para o pior. E não deveria. Pois aquilo que vivi foi do mais intenso que tenho experimentado. Passou-se a noite, mal dormida e angustiada com o sofrimento de Brandon Sullivan, a quem a máscara caiu, e aqui estou, de computador em riste. Como se o olhar de Michael Fassbender no metro, inicialmente lânguido mas, a pouco e pouco, cada vez mais triste, nos perseguisse, nos pedisse ajuda. Como se aquele momento humilhante, protagonizado pelo chefe, ele sim imoral, que o confronta com a pornografia no disco rígido, exigisse uma espécie de retaliação e não conseguíssemos descansar até que esse desejo de vingança esteja consumado. É realmente difícil ser-se feliz. Ou ser-se simplesmente num mundo e num meio que obrigam a uma forma de estar tão rígida. E depois vemo-lo a ele, Brandon Sullivan, a tentar sobreviver, a tentar construir a sua persona até ao momento em que recebe a visita da irmã, o seu calcanhar de Aquiles, e tudo se desmorona. As lágrimas que caiem quando a ouve cantar não são mais do que a confirmação de que aquelas duas almas são irmãs de sangue e irmãs no sofrimento, na derrota e na falta de adequabilidade a este mundo. E quando entramos naquela casa de banho suja de sangue, apetece voltar a vestir o fato de treino, sair porta fora e correr como se não houvesse amanhã. Durante metros e mais metros, passando por quarteirões e semáforos, rumo a um qualquer destino que, acreditamos, nos trará serenidade e paz de espírito. Será pedir demais?

29 fevereiro 2012

Imagens que comovem

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Joana, será que te lembras da nossa conversa?

27 fevereiro 2012

Não é só de tristeza que vive um blogue

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Idris Elba, o eterno Stringer Bell, vai ser Nelson Mandela.
E as pernas do Mise en Abyme quase que tremem de emoção.

Morreu Erland Josephson (1923-2012)

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Às vezes, parece que, de facto, a vida é o pouco que nos sobra da morte.

16 fevereiro 2012

03 fevereiro 2012

Esteve-se mesmo bem por Roma


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Apollo e Dafne (1622-25), Gian Lorenzo Bernini
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Il Ratto di Proserpina (1621-22), Gian Lorenzo Bernini
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La vocazione di San Matteo (1598 - 1601), Caravaggio
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Museo Nazionale di Castel Sant'Angelo
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Caffè Greco
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Carteira Prada
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Obrigada querida Giovanna.

02 fevereiro 2012

Rubem Fonseca na Póvoa de Varzim

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Tenho mesmo de arranjar maneira de ir.