12 agosto 2011

Férias, férias e mais férias.

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E aqui vou eu. Só espero que o tempo ajude. Mergulhos no mar, sardinhas assadas, pão alentejano, boa companhia, filmes em atraso. E dormir. Dormir, dormir e dormir. Em Setembro voltarei. Mais velha, mais queimada e cheia de expectativas em relação às novas temporadas de Dexter, The Good Wife, Boardwalk Empire e Modern Family, pois claro. Espero que continuem por cá. Até lá recomendo o Super 8 e o Bridesmaids. Boas companhias para quem ainda privilegia o entretenimento honesto.

27 julho 2011

Dennis Hopper, o mito sobrevive




Um ano após a morte de Dennis Hopper (1936 – 2010), a FNAC, em parceria com a TASCHEN, recorda o carisma e o talento do realizador de Easy Rider (1969) numa exposição que dá a conhecer a sua faceta de fotógrafo aclamado e que evoca alguns dos grandes momentos da sua carreira de actor ao lado de Natalie Wood, James Dean e Elizabeth Taylor.

Ao longo da década de sessenta, Dennis Hopper não dispensava a companhia da sua máquina fotográfica e utilizava-a em toda e qualquer situação. Não é, portanto, de estranhar que esta exposição testemunhe o bulício e o movimento das auto-estradas de Los Angeles e das ruas de Nova Iorque, ao mesmo tempo que recorda toda uma geração de artistas incontornáveis como Andy Warhol, Ed Ruscha e Jasper Johns. Mas não se fica por aqui. Dennis Hopper, pintor, escultor e poeta, documentou também momentos históricos como, por exemplo, um dos discursos de Martin Luther King, sem nunca menosprezar outros objectos estéticos de enorme valor como as formas generosas de Jane Fonda, o rosto de Paul Newman ou o seu auto-retrato.


Dennis Hopper, natural do estado do Kansas, morreu em sua casa, em Los Angeles, na manhã de 29 de Maio de 2010, aos 74 anos de idade. Com a sua morte, desapareceu também um pouco da magnificência de Hollywood.


As fotografias que compõem esta exposição são parte integrante do livro Dennis Hopper: Photographs 1961-1967, TASCHEN.

04 julho 2011

Um penteado por semana

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Na companhia de Meryl Streep e de Kate Winslet.

01 julho 2011

E há homens com ainda mais piada.

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Bill Murray

Há mulheres com muita piada.

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Eva Green

Intermitências | Reflexões

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No Y de hoje há dois artigos que merecem reflexão póstuma. Um deles, uma crítica ao livro Nervo de Diogo Vaz Pinto, esse poeta quotidianamente brilhante, refere “boas metáforas, com linhas abstractas do pensamento”. O outro discute a experiência solitária de se ver um filme, através de um computador ou de um qualquer smartphone, versus a experiência colectiva de o vermos numa sala de cinema, rodeados de outras pessoas. Tem graça. Tudo isto tem muita graça. E ainda ontem o Jacinto Lucas Pires apresentava o seu último romance. E havia alguém que o descrevia como brutal. Fim-de-semana aqui vamos nós.

22 junho 2011

E mais uma, para animar as hostes.

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E obrigada à minha querida sorella.

20 junho 2011

A última sessão | Bert Stern


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Este fim-de-semana fui visitar a exposição do fotógrafo americano Bert Stern que teve a oportunidade única de fotografar Marilyn Monroe seis semanas antes da sua morte.
A exposição está no Centro Cultural de Cascais e comove pela entrega absoluta da actriz cujo olhar não esconde uma tristeza arrepiante. Fiquei especialmente tocada pela semelhança entre a Marilyn Monroe de algumas fotografias e a personagem de Julianne Moore no filme do Tom Ford. Não me admiraria se o ilustre designer de moda tivesse ido buscar inspiração ao trabalho de Bert Stern.
A não perder. E a entrada é gratuita.
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13 junho 2011

Sonhos que se realizam

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O Mise en Abyme está em absoluto estado de graça.

23 maio 2011

Um casal verdadeiramente adorável

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Marion Cotillard & Guillaume Canet

Uma semana que começa

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corri para o telefone mas não me lembrava do teu número
queria apenas ouvir a tua voz
contar-te o sonho que tive ontem e me aterrorizou
queria dizer-te porque parto
por que amo
ouvir-te perguntar quem fala?
e faltar-me a coragem para responder e desligar
depois caminhei como uma fera enfurecida pela casa
a noite tornou-se patética sem ti
não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr pela rua
procurar-te imediatamente
correr a cidade duma ponta a outra
só para te dizer boa noite ou talvez tocar-te
e morrer
como quando me tocaste a testa e eu não pude reconhecer-te
apesar de tudo senti a mão sabia que era a tua mão
mas não podia reconhecer-te
sim
correr a cidade procurar-te mesmo que me afastasses
mesmo que nem me olhasses
mesmo que dissesses coisas que me
mesmo que
e ter a certeza de que serias tu depois a procurar-me
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Al Berto
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Emprestado daqui.

13 maio 2011

09 maio 2011

03 maio 2011

Uma revelação

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Das horas que diluímos no sangue
eu fiz tão pouco, mas tu compuseste canções fáceis,
dessas que se escutam quando se sai do banho,
e se algumas hão-de morrer na MTV,
outras vão aparecer no genérico de telenovelas
e mais tarde serão imortalizadas entre os teus greatest hits.
Vais dar uma série de entrevistas e falar de tudo
menos de mim. Eu vou acabar os meus dias a destilar ódios
e a dizer mal de ti a todos os que me quiserem ouvir.
Vou seguir as estrelas menos apagadas
deste último lugar e mudar de cor tantas vezes
até embranquecer de desgosto.
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Por estes dias faço questão de arrastar os pés
nos pulsos da solidão, acendo-me contra
o teu conto de fadas, as tuas empregadas domésticas
mal pagas, saltando à corda no teu jardim. Não suporto
essa alegria arrumada aos dias, a agitação
de deuses que vêm por aí e te cobrem a pele,
os relvados, abrindo toalhas, fazendo piqueniques
e tricotando ilusões ao ar livre. Não sabes
como detesto todos os cisnes tranquilos
na superfície do teu lago – agarro-os um por um à socapa
e trago-os até à cozinha onde primeiro lhes puxo as penas,
degolando-os a seguir.
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Numa hora a mão direita deita-se e delira,
apertando contra a página uma sombra que
silenciosamente tentava escapar-se. Na hora seguinte
arranco uma costela, vejo-a transformar-se nesse belo
monstro inspirado em ti, os dois olhos como pedras
atiradas ao escuro e esse teu fascínio
com coisas que me cansei de procurar.
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Puta de geração esta em que nasci!
Acostumei-me a tocar-te no ecrã e a envelhecer
de repente. Abro a mão esquerda e largo
um guloso beija-flor no teu pescoço, para que a sua fome
te fure durante o sono e acordes gasta, mole
e sem o sorriso absurdo que pões em frente ao espelho.
Estou cada vez mais só, mais seco, mais bruto.
Começas a cantar e eu ensurdeço. Descobri que nunca
tive voz para os teus musicais, que o máximo que sei
é aumentar o som e dar um ritmo violento ao meu choro,
saindo debaixo do teu refrão
solto como um saxofone endiabrado.
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Sento-me à noite na mesa onde tu tomas o pequeno-almoço
e ao contrário dos teus exercícios para aclarar a garganta,
sofro de uma tosse suja de pequenas vertigens, nada digno
de nota. Tenho apenas esta cabeça aguda
como um semáforo a abrir e a fechar-se
ao fundo da tua rua. Anoto a matrícula dos carros
que passam, procuro um padrão,
algum indício ou promessa, qualquer corpo
sem rotina ou simplesmente um movimento fora do normal.
Mas não acontece nada. Não vem mais ninguém. Traíste-nos a todos.
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Diogo Vaz Pinto, Nervo

E um dia, pela manhã

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"Bergman explica a uma jovem actriz a razão pela qual não vão repetir uma cena. Ela acha que podia fazer melhor. Ele, Bergman, acha que é suficiente. A hierarquia, no sentido vertical e ascendente, tende a esquecer porquês e esvaziar explicações. Porquê? Porque sim. Ele, oitenta e quatro anos e longuíssima carreira no cinema, explica a uma muito jovem “Karin” que, se repetidas as cenas, até ao cansaço, na busca de uma desejada perfeição, as emoções nelas contidas artificializam-se, perdem-se. Se repetires uma coisa muitas vezes crias uma fórmula. Esqueces-te da razão por que a dizes, do sentimento que juntou as sílabas, aplicas, para resolver a equação do fim do telefonema, do fim da conversa no café, da despedida matinal, a fórmula que um dia já foi palavra. A tua palavra. Agora fórmula. Se repetires uma coisa muitas vezes crias uma fórmula. Não queiras ouvir todos os dias o verbo amar. Bergman explica a “Karin” que se repetirem demasiadas vezes a cena da cozinha as emoções perdem-se. Não vale a pena buscar a perfeição se esta te custar a emoção original. Mas, à cautela, diz: “se te diverte podemos repetir”. Ela confia. Não repetem a cena."


Roubado daqui.

19 abril 2011

05 abril 2011

Michael Cunningham | parte III

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Independentemente das relações que possamos estabelecer, há uma parte em que estamos profundamente sozinhos. E isso é tão maravilhoso como assustador.

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Revista LER, Abril 2011, p. 48