04 agosto 2009

A melhor notícia do dia

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E agora vou ali saltar de contentamento e já volto.

30 julho 2009

Smart People


Há fases na vida em que uma pessoa não sabe de que lado da barricada é que quer estar. E há momentos em que o sabe perfeitamente e não tem vontade de mexer um dedo. E também há alturas, e essas talvez sejam as mais dolorosas, em que nos penitenciamos pelo nosso percurso, pelas escolhas feitas e pelas opções tomadas.
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O Professor Lawrence Wetherhold procurava uma editora para o seu livro e encontrou-a. E até é a Penguin. O problema é que a obra vai ser reduzida a uma peça de escrita discutível e nunca será um volume sério de crítica literária.
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O Mise en Abyme aceita que este não seja o problema central de Smart People. E também aceita que a cena final, de que gostou tanto, passe ao lado das necessidades de afirmação dos espectadores. (Mas não resiste a recomendá-la.)

20 julho 2009

Não posso e não quero perder isto

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Coisas tristes

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Chegar a casa, ligar a televisão e dar de caras com o Mr. T a fazer propaganda a uma maquineta de cozinha chamada Flavor Wave. Longe vão os tempos do Rocky ou da A-Team...

07 julho 2009

30 junho 2009

!!! revista zeronove !!!

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A partir de hoje, podem ler-me AQUI.


(É que está mesmo incrível, não está?)

26 junho 2009

23 junho 2009

Para o A. J.

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A MÃO NO ARADO
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Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses e os anos nunca lhe faltará
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Oh! como é triste envelhecer à porta
entretecer nas mãos um coração tardio
Oh! como é triste arriscar em humanos regressos
o equilíbrio azul das extremas manhãs do verão
ao longo do mar transbordante de nós
no demorado adeus da nossa condição
É triste no jardim a solidão do sol
vê-lo desde o rumor e as casas da cidade
até uma vaga promessa de rio
e a pequenina vida que se concede às unhas
Mais triste é termos de nascer e morrer
e haver árvores ao fim da rua
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É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro

É triste no outono concluir
que era o verão a única estação
Passou o solidário vento e não o conhecemos
e não soubemos ir até ao fundo da verdura
como rios que sabem onde encontrar o mar
e com que pontes com que ruas com que gentes com que montes conviver
através de palavras de uma água para sempre dita
Mas o mais triste é recordar os gestos de amanhã
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Triste é comprar castanhas depois da tourada
entre o fumo e o domingo na tarde de novembro
e ter como futuro o asfalto e muita gente
e atrás a vida sem nenhuma infância
revendo tudo isto algum tempo depois
A tarde morre pelos dias fora
É muito triste andar por entre Deus ausente
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Mas, ó poeta, administra a tristeza sabiamente
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Ruy Belo

21 junho 2009

04 junho 2009

1936 - 2009

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David Carradine
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(... e não há maneira de largar o luto …)

03 junho 2009

Pensamento do dia

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Desejo que os poderes do Tim Roth no Youth Without Youth se apoderem de mim para que consiga ver toda a obra do Mike Nichols em quinze minutos.
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(Ainda só vi o The Graduate, o Heartburn, o Regarding Henry, o Wolf e o Closer... E gostava mesmo de ver todos... Agora!)

22 maio 2009

À memória de João Bénard da Costa

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Nunca fui pessoa para gostar de mudanças repentinas ou de surpresas. Ontem de manhã, quando soube da morte de João Bénard da Costa, fiquei, acima de tudo, surpreendida. Já sabia do seu frágil estado de saúde e das grandes mudanças na Cinemateca. Mesmo assim, senti aquele frio nas costas e aquele alvoroço no estômago. Detesto surpresas, volto a repetir.
Nunca o conheci, apenas gostava de o observar e, no entanto, foi como se tivesse recebido a notícia da morte de alguém próximo. Bénard da Costa desiludiu-me muito e desiludiu, principalmente, a sonhadora que há dentro de mim e que, um dia, teria eu 18 anos, se convenceu de que não poderia haver alguém tão magnânimo. Quase nove anos depois, e cheia de histórias e factos que não melhoram em nada a imagem de JBC, nunca me desliguei da primeira imagem: velho de voz rouca e cheia de catarro, a falar-me de Bergman como quem fala da perfeição, sempre sentado lá à frente, a rever incessantemente os mesmos filmes. Lembro-me de o querer conhecer à força, de ouvir, sempre com a atenção no máximo, as histórias daqueles que o conheciam e que privavam com ele. E isto já para não falar do seu enorme talento enquanto escritor, das frases que li e reli, vezes sem conta.
Há um sofrimento muito grande dentro de mim, talvez semelhante àquele que experimentei quando o Bergman ou o Paul Newman nos deixaram. Parece que a vida nunca voltará a ser igual e que nós, reduzidos à nossa insignificância, perdemos aquilo que nos inspirava e que nos fazia acordar e sair da cama.

21 maio 2009

1935 - 2009

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João Bénard da Costa

18 maio 2009

Alto som

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Conto de Fadas de Sintra a Lisboa
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Ele era um cavalheiro
Todo ele transpirava de elegância
Ela era gata borralheira,
tivera que limpar a sua infância
Ele velejava no Verão
e esquiava, no Inverno
Ela trabalhava ao balcão
De um qualquer estabelecimento moderno
Ele gostava de reluzir em si
O estilo da capital
Ela já não conseguia distinguir as cores
da bandeira nacional
Ele tinha entre os seus títulos
Uma futura ordem do infante
Ela achava o levantar do dedo mindinho
Algo deselegante
Mas ele um dia curvou-se a seus pés
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E ela passou a ocupar o tempo
A descobrir o que era a cultura
E ele confirmou-se aos seus aposentos
E descobriu a costura
Ela quis poder entender o Universo
E começou a ler Platão
E ele resolveu perceber o que era a justiça
Em frente à televisão
A ele de nada lhe valeu a aparência
Nem a casa do Largo do Rato
Porque ela sabia que era a Cinderela
E enganou-o com um sapato
Ele que um dia fora príncipe
Agora rendia-se à evidência
Com mulheres que calçam o quarenta
é melhor, revelar prudência
Hoje ele ainda beija seus pés
Hoje ele ainda beija os seus pés
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Os Pontos Negros
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14 maio 2009

Mas que grande notícia!

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Após muitos anos de negociações, os herdeiros de Frank Sinatra finalmente concordaram com uma adaptação para cinema da vida do cantor. O realizador a quem confiaram o projecto foi outro italo-americano de gema, nada menos que Martin Scorsese.
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