20 fevereiro 2009

Mas o que vem a ser isto?


Presidente do FC Porto na gala anual dos Dragões de Ouro

18 fevereiro 2009

Aceitam-se apostas

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Melhor Filme
O Estranho Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
Milk
O Leitor
Quem Quer Ser Bilionário?
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Melhor Realizador
Danny Boyle por Quem Quer Ser Bilionário?
David Fincher por O Estranho Caso de Benjamin Button
Gus Van Sant por Milk
Ron Howard por Frost/Nixon
Stephen Daldry por O Leitor
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Melhor Actor
Brad Pitt por O Estranho Caso de Benjamin Button
Frank Langella por Frost/Nixon
Mickey Rourke por O Wrestler
Richard Jenkins por O Visitante
Sean Penn por Milk
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Melhor Actriz
Angelina Jolie por A Troca
Anne Hathaway por O Casamento de Rachel
Kate Winslet por O Leitor
Melissa Leo por Frozen River
Meryl Streep por Dúvida
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Melhor Actor Secundário
Heath Ledger por O Cavaleiro das Trevas
Josh Brolin por Milk
Michael Shannon por Revolutionary Road
Philip Seymour Hofman por Dúvida
Robert Downey Jr. por Tempestade Tropical
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Melhor Actriz Secundária
Amy Adams por Dúvida
Penelope Cruz por Vicky Cristina Barcelona
Marisa Tomei por O Wrestler
Taraji P. Henson por O Estranho Caso de Benjamin Button
Viola Davis por Dúvida
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Faltam quatro dias!

14 fevereiro 2009

Senhoritas cinéfilas

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Para que a Carrie Bradshaw não seja a única mulher a passear-se com diferentes clutches pelas ruas da cidade, aqui fica uma loja, aberta 24 horas por dia, que vende as clutches mais giras e originais de sempre.
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Beleza poética







Julie Christie - em todo o seu esplendor

13 fevereiro 2009

... e é mais do que isto

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Mais a sério: tal como eu a entendo e gosto de a praticar, e sem prejuízo de poder ser mais do que isto, a crítica de cinema é o relato de uma relação pessoal com os filmes, a crónica de amores, indiferenças e desamores. Não é uma disciplina académica, muito menos científica. Estaria, tivesse eu talento para tal, mais próxima da poesia. Os gostos e os desgostos podem ser violentos – não vejo por que motivo a sua expressão teria que os limar dessa violência (nem mesmo por que haveria de estar impedida de “desqualificar culturamente” este ou aquele filme, afinal trata-se de separar o trigo do joio). Pelo menos enquanto não me disserem, como num filme americano que agora não sei nomear, “you can’t do that on national television”. Quando mo disserem, logo faço contas à vida (mas devo dizer que sinto um pequeno arrepio perante frases como aquela em que o leitor me acusa de estar a “abusar do poder de escrever nos jornais” – por amor de Deus, estou a escrever sobre um filme, ainda por cima perfeitamente “couraçado”, totalmente imune ao meu texto, não estou propriamente a fazer insinuações caluniosas sobre uma personalidade).
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Luís Miguel Oliveira, Sound + Vision

11 fevereiro 2009

Slumdog Millionaire – o burburinho do momento

Freida Pinto
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Em relação ao novo filme de Danny Boyle, ainda não consegui decidir qual das frentes desta guerra me deixa mais estupefacta.
Se aqueles que o glorificam, ao ponto de “ameaçarem” a Academia de Hollywood e de o considerarem uma “chapada na cara”; ou se aqueles que o desprezam de tal forma que o encaram como “um filme descartável e indigente” e lhe dão a pontuação mínima num jornal de referência. Palavra que não me consigo decidir.
Por um lado, e peço desculpa aos admiradores mais fervorosos, não há ali nada que me pareça digno de veneração. Temos uma Índia filmada por um inglês com tiques de imperialista, uma panóplia de actores adultos a precisar de aulas de interpretação, uma montagem atabalhoada e um casal romântico que não solta uma única faísca.
Por outro lado, e que me perdoem os contestatários, também não me pareceu que estivéssemos na presença de um objecto tão hediondo que mereça tamanha aversão. Aliás, para além da beleza indiscutível de Freida Pinto e da presença do nosso querido Irrfan Khan, saboreei a oportunidade de ser testemunha de um autêntico fenómeno sociológico que, na linha do actual Yes, we can, enche os espectadores de fé e de confiança em si mesmos.
Em suma, Slumdog Millionaire consegue partir de uma interessante premissa argumentativa, a utilização das respostas de um concurso de televisão como veículo para contar a vida do protagonista, e acabar por ser um filme com deslizes de gosto e de desempenho. Como tal, está longe de ser a obra-prima de alguns, mas também está a milhas de ser o falhanço que muitos criticam.

09 fevereiro 2009

06 fevereiro 2009

Um homem na cidade

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acende o cio,
vou por Lisboa, maré nua
que desagua no Rossio.
Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresça na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
todo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.
Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis, que me quer bem...

Fado cantado por
Carlos do Carmo
Letra de
Ary dos Santos
Música de José Luís Tinoco

(E é com eles que terei um excelente fim-de-semana.)

05 fevereiro 2009

Guilty or not guilty?

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John Patrick Shanley, nova-iorquino nascido em 1950, tem trabalhado enquanto dramaturgo, argumentista e até realizador. Autor da peça Dúvida, galardoada com um Pulitzer, texto perverso e traiçoeiro que tive a oportunidade de ler através de um pequeno volume, publicado na colecção de livros de teatro do Maria Matos, John Patrick Shanley foi representado nesse mesmo palco por Diogo Infante e Eunice Muñoz. Agora, passados menos de dois anos, Dúvida chega ao cinema, realizado pelo proprio Shanley e interpretado por Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman.
Texto, peça e filme poderiam ter saído da cabeça de um Mestre como Alfred Hitchcock. É prestar atenção às palavras do Padre Flynn (I can't say everything. Do you understand? There are things I can't say. Even if you can't imagine the explanation, Sister, remember that there are circumstances beyond your knowledge. Even if you feel certainty, it is an emotion and not a fact.) e a nossa memória começa a recordar um certo drama interior, protagonizado por Montgomery Clift e Anne Baxter, algures na década de cinquenta, e de nome I Confess. Nessa altura, os críticos dos Cahiers referiam a predominância da "transferência da culpa" nos filmes de Hitchcock. Em I Confess, um padre é culpado de um crime que não cometeu e, devido ao respeito pelo segredo da confissão, nada pode fazer para se defender.
Em Dúvida, não chegamos a ter a certeza de que o Padre Flynn seja vítima de um processo de "transferência da culpa". Na verdade, não chegamos a ter a certeza de nada. E isso, por si só, merece definitivamente uma ida ao cinema.
Nós, aqui no Mise en Abyme, ficaremos a torcer para que John Patrick Shanley levante a estatueta dedicada ao melhor argumento adaptado. (E, já agora, esperemos que Sean Penn leve a melhor na luta pelo Óscar de melhor actor... Mas isso é conversa para outro post.)

04 fevereiro 2009

27 janeiro 2009

Quando o preconceito se transforma em desejo *


São três mulheres. Uma loura, com formas generosas, eternamente insatisfeita e com a certeza daquilo que não quer. Uma morena, amiga da loura, muito alta, com dentinhos encantadores* e capaz de se comover com a beleza da arte. Outra morena, mais baixa, olhos escuros, invulgar pintora e senhora das suas intenções.

A dada altura, a primeira morena verá as suas certezas abaladas. Aquilo que desprezava torna-se aquilo que mais quer. Não fosse o desfecho convencional e a sua vida deixaria de fazer sentido. A segunda morena, por seu lado, está como o poeta ortónimo Eu vejo-me e estou sem mim, Conheço-me e não sou eu.
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* Igualmente encantadores em Frost/Nixon.

21 janeiro 2009

Pretty as a picture

Para o meu Acossado preferido

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(e para todos aqueles que insistem em desvalorizar a “minha” Scarlett Johansson e em sobrevalorizar a Natalie Portman)
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It would be unfair to say that success came easily to Scarlett, but it did come early; she was practically born with indie creed. Since she was a little girl, Scarlett’s been a critic’s darling, making movies with – and for – adults, and bringing to her roles an emotional maturity beyond her years. She relates to other young actors, such as Natalie Portman, who grew up on movie sets: “I’m a very professional person: I never miss a day. I don’t storm off the set. I think Natalie is that way as well”, says Scarlett, who grew close to Portman while shooting The Other Boleyn Girl, in which they starred as sisters. “We both take our careers extremely seriously, and we both love film.“

Glamour, Fevereiro de 2009
Página 55

19 janeiro 2009

Vanity Fair - Fevereiro 2009

(...)
Vanity Fair - Which living person do you most admire?
Dustin Hoffman - The Portuguese director Manoel de Oliveira, who is 100 years old and still working.
(...)

17 janeiro 2009

Editora por um dia

Para que saibam,
hoje é o Mise en Abyme a dar ordens nas terras de Deus.

10 rostos
10 fotografias
10 obras-primas da natureza humana

(Muito obrigada pelo convite e pela honra!)

15 janeiro 2009

Conversa com uma criança de quatro anos

(...)

Marta - Não gosto nada de pessoas que cheiram mal.

Eu - E achas que eu cheiro mal?

Marta - Não! Tu cheiras a tu.

Eu - Como assim?

Marta - Então, eu adoro o teu cheiro e não há mais nenhuma pessoa a cheirar assim.

(...)

12 janeiro 2009

Silêncio interrompido

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Não resisti a esta nova moda que circula pela blogosfera.
(E aguardo pelas vossas confidências!)
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O Mise en Abyme já se mascarou de Angelina Jolie, de Claudia Cardinale e de Wally.
O Mise en Abyme nunca atende o telefone.
O Mise en Abyme já fumou haxixe.
O Mise en Abyme nunca saiu da Europa.
O Mise en Abyme já foi entrevistado pelo Rádio Clube Português.
O Mise en Abyme nunca teve um carro.
O Mise en Abyme já apanhou bebedeiras de caixão à cova.
O Mise en Abyme nunca viu um musical do La Féria.
O Mise en Abyme já saiu da sala de cinema a meio de um filme.
O Mise en Abyme nunca esteve em coma.
O Mise en Abyme já apareceu no jornal.
O Mise en Abyme nunca se apaixonou por Paris.
O Mise en Abyme já foi a muitos festivais de cinema.
O Mise en Abyme nunca fez uma directa.
O Mise en Abyme já andou de balão.
O Mise en Abyme nunca fez a roda.
O Mise en Abyme já pediu desejos a estrelas cadentes.
O Mise en Abyme nunca gostou de heavy metal.
O Mise en Abyme já voou numa asa delta com motor.
O Mise en Abyme nunca se farta de comer pão.
O Mise en Abyme já chorou baba e ranho no cinema.
O Mise en Abyme nunca andou à pancada.
O Mise en Abyme já fez rapel.
O Mise en Abyme nunca será benfiquista.
O Mise en Abyme já adormeceu no cinema.
O Mise en Abyme nunca teve jeito para desenhar.
O Mise en Abyme já fez karaoke e foi vaiado pelo público.
O Mise en Abyme nunca foi homofóbico.
O Mise en Abyme já passou a noite numa estação de comboios.
O Mise en Abyme nunca será vegan.
O Mise en Abyme já previu muitas tragédias.
O Mise en Abyme nunca se esquece de apelidos.
O Mise en Abyme já cantou Delfins a plenos pulmões.
O Mise en Abyme nunca fez snowboard.
O Mise en Abyme já apareceu na televisão.
O Mise en Abyme nunca mais terá 15 anos.
O Mise en Abyme já fez InterRail.
(...)

10 janeiro 2009

Calado

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O Mise en Abyme tem andado calado e com uma infinita vontade de ver e de contemplar. Daí as fotografias da Claudia Cardinale e de outras mulheres perfeitas.
Calámo-nos em relação a muitas coisas importantes, como o centenário do Manoel de Oliveira, os livros que se leram e os filmes que se viram. Calámo-nos e assim continuaremos até a maré mudar.
Precisamos de desafios, de projectos e de ideias que nos caiam do céu. Até lá, quer-me cá parecer que continuaremos silenciosos.

08 janeiro 2009