
Freida Pinto
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Em relação ao novo filme de Danny Boyle, ainda não consegui decidir qual das frentes desta guerra me deixa mais estupefacta.
Se aqueles que o glorificam, ao ponto de “ameaçarem” a Academia de Hollywood e de o considerarem uma “chapada na cara”; ou se aqueles que o desprezam de tal forma que o encaram como “um filme descartável e indigente” e lhe dão a pontuação mínima num jornal de referência. Palavra que não me consigo decidir.
Por um lado, e peço desculpa aos admiradores mais fervorosos, não há ali nada que me pareça digno de veneração. Temos uma Índia filmada por um inglês com tiques de imperialista, uma panóplia de actores adultos a precisar de aulas de interpretação, uma montagem atabalhoada e um casal romântico que não solta uma única faísca.
Por outro lado, e que me perdoem os contestatários, também não me pareceu que estivéssemos na presença de um objecto tão hediondo que mereça tamanha aversão. Aliás, para além da beleza indiscutível de Freida Pinto e da presença do nosso querido Irrfan Khan, saboreei a oportunidade de ser testemunha de um autêntico fenómeno sociológico que, na linha do actual Yes, we can, enche os espectadores de fé e de confiança em si mesmos.
Em suma, Slumdog Millionaire consegue partir de uma interessante premissa argumentativa, a utilização das respostas de um concurso de televisão como veículo para contar a vida do protagonista, e acabar por ser um filme com deslizes de gosto e de desempenho. Como tal, está longe de ser a obra-prima de alguns, mas também está a milhas de ser o falhanço que muitos criticam.
Por um lado, e peço desculpa aos admiradores mais fervorosos, não há ali nada que me pareça digno de veneração. Temos uma Índia filmada por um inglês com tiques de imperialista, uma panóplia de actores adultos a precisar de aulas de interpretação, uma montagem atabalhoada e um casal romântico que não solta uma única faísca.
Por outro lado, e que me perdoem os contestatários, também não me pareceu que estivéssemos na presença de um objecto tão hediondo que mereça tamanha aversão. Aliás, para além da beleza indiscutível de Freida Pinto e da presença do nosso querido Irrfan Khan, saboreei a oportunidade de ser testemunha de um autêntico fenómeno sociológico que, na linha do actual Yes, we can, enche os espectadores de fé e de confiança em si mesmos.
Em suma, Slumdog Millionaire consegue partir de uma interessante premissa argumentativa, a utilização das respostas de um concurso de televisão como veículo para contar a vida do protagonista, e acabar por ser um filme com deslizes de gosto e de desempenho. Como tal, está longe de ser a obra-prima de alguns, mas também está a milhas de ser o falhanço que muitos criticam.









