O argumento de Pi, aqui resumido em poucas linhas, é de um interesse atroz e poderia ter sido desenvolvido em redor do protagonista – narrador e das personagens que lhe são próximas. Todavia, Darren Aronofsky caiu no erro de subvalorizar a essência de Max e acrescentou beatos e agiotas à sua narrativa, contribuindo assim para um despropósito bem menos credível do que as paranóias do génio.
Do mal, o menos. As últimas sequências, de uma beleza inspiradora, em que Max transparece paz de espírito e convive, sem hesitações, com uma mulher e uma criança, contrastando inteligentemente com as cenas brutais do cérebro e do berbequim, são dignas de aclamação.






































