
23 abril 2008
Parapeitos - vida a dois

20 abril 2008
16 abril 2008
Adeus Lisboa
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes
As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Um gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal
Comprámos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã
Mudámos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixámos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia
É sempre a mesma pose o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar
Beijinhos às meninas que passeiam.
Loucos de Lisboa
Ala Dos Namorados
João Gil / João Monge
13 abril 2008
Pela noite fora
Numa das últimas noites, aconteceu-me estar a trabalhar numa tarefa quase mecânica que me permitia ter a televisão ligada, como mera companhia. Durante as primeiras horas de trabalho, estive acompanhada pelo meu mais recente guilty pleasure, uma série sem grande qualidade, mas que me entretém quando preciso de ser entretida. Ainda por cima, no meio de um elenco sofrível, surgem dois grandes protagonistas: o James Woods e a Danielle Panabaker.
Passados três episódios ininterruptos e o fecho da emissão, fui obrigada a mudar de canal e a enfrentar dois horrores inenarráveis: a Mia Farrow num suposto filme intitulado Coming Soon, com um cabelo cor-de-laranja indescritível, muito mais assustador do que o da Julianne Moore no The Big Lebowski; e a Michelle Pfeiffer a contracenar com o Jeff Goldblum, que sempre me pareceu irmão gémeo do Shyamalan, num filme de John Landis, com quem é impossível não simpatizar, mas que assinou esta estucha pseudo romântica e policial, de seu nome Into the Night.
Dois filmes vistos e muito trabalho adiantado, caí no erro de achar que eram horas de dormir. Mas foi exactamente quando desliguei o computador e a televisão que me pus a pensar nela, na Alexandra Maria Lara. Porquê não sei, mas foi graças a ela que desfrutei de uma longa insónia. Revi mentalmente as suas prestações no Der Untergang, no Control e no Youth Without Youth e reflecti no quanto sofrerei se ela permitir que a transformem numa star americanizada. Será realmente penoso se a Alexandra Maria Lara seguir um percurso semelhante ao da Scarlett Johansson, que bem podia abrandar o ritmo antes que esgote as potencialidades da sua imagem e do seu talento aos vinte e poucos anos.
E bom. Tenho dito. Talvez já sejam horas de adormecer.
11 abril 2008
Então e Londres?
You Belong in Amsterdam |
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03 abril 2008
02 abril 2008
The Bucket List

É verdade. Mas também é verdade que The Bucket List é uma lição de vida para aqueles que a quiserem compreender.

25 março 2008
Homenagem à beleza etérea – VIII
23 março 2008
“Correntes malvadas”

Amor

Belo

Bestial

Calçada

Carisma

Girassol

Grade

Guilhotina

Morte

Película

Perfil

-
Passo o desafio às seguintes doze pessoas: Concha, Daniel, Duarte, Francisco, Francisco Nogueira, Jóia de Família, Juliette, Marianne, MKB, Pipoca, Tânia Alexandre e Wasted (forma de pressão).
Veremos quem alinhará!
19 março 2008
No one said it would be easy

Listen to me. What happened between Mrs. Robinson and me was nothing.
09 março 2008
Rua Garrett, nº 72






16 de Março, Domingo – das 11h às 18h
07 março 2008
Um belíssimo acordar
Oh yes, wait a minute
Mister Postman
( Wait )
Wait Mister Postman
Please Mister Postman look and see
( Oh yeah )
If there's a letter in your bag for me
( Please, Please, Mister Postman )
Why's it takin' such a long time
( Oh yeah )
For me to hear from that boy of mine
There must be
Some word today
From my boyfriend
So far away
Please Mister Postman
Look and see
If there's a letter
A letter for me
I've been standin' here
Waitin' Mister Postman
So patiently
For just a card
Or just a letter
Sayin' he's returning'
Home to me
So many days
You passed me by
See the tears
Standin' in my eyes
You didn't stop
To make me feel better
By leavin' me
A card or a letter
( Why don't you check it and see one more time
For me you gotta )
Wait a minute, wait a minute...
( Mister Postman )
Mister Postman look and see
( C'mon deliver the letter, the sooner, the better )
Mister Postman
Carpenters
Para a Leonor (sabes bem porquê!)
02 março 2008
29 fevereiro 2008
FEIRA DE LIVROS MANUSEADOS

uma mão cheia de livros
FEIRA DE LIVROS MANUSEADOS
Rua Garrett, nº 72
8 a 16 de Março
A BI, Biblioteca de editores Independentes, evoluiu. Longe vai o tempo em que a sigla BI era apenas uma colecção de livros de bolso. Hoje, BI significa muito mais do que algumas dezenas de volumes disponíveis nas melhores livrarias do país. BI é uma força editorial, constituída pela Assírio & Alvim, Relógio D’Água e Livros Cotovia, que começa, a partir de agora, a ser responsável pela criação de iniciativas pensadas para aqueles que não sabem viver sem livros. E é por isto que, com o apoio da Abraço, vai organizar uma feira de livros manuseados no Chiado.
Horário de funcionamento
8 de Março, Sábado – das 11h às 22h
9 de Março, Domingo – das 11h às 18h
10 de Março, Segunda - das 11h às 20h
11 de Março, Terça – das 11h às 20h
12 de Março, Quarta – das 11h às 20h
13 de Março, Quinta – das 11h às 20h
14 de Março, Sexta – das 11h às 22h
15 de Março, Sábado – das 11h às 22h

27 fevereiro 2008
24 fevereiro 2008
Óscares
E, quanto ao resto, o Mise en Abyme explodirá de alegria se a Academia reconhecer o mérito a uma obra-prima como Ratatouille.
17 fevereiro 2008
Chuva e mais chuva
14 fevereiro 2008
Estado em que me encontro
Para o Mário-Henrique
Continuar aos saltos até ultrapassar a Lua
continuar deitado até se destruir a cama
permanecer de pé até a polícia vir
permanecer sentado até que o pai morra
Arrancar os cabelos e não morrer numa rua solitária
amar continuamente a posição vertical
e continuamente fazer ângulos rectos
Gritar da janela até que a vizinha ponha as mamas de fora
pôr-se nu em casa até a escultora dar o sexo
fazer gestos no café até espantar a clientela
pregar sustos nas esquinas até que uma velhinha caia
contar histórias obscenas uma noite em família
narrar um crime perfeito a um adolescente loiro
beber um copo de leite e misturar-lhe nitroglicerina
deixar fumar um cigarro só até meio
abrirem-se covas e esquecerem-se os dias
beber-se por um copo de oiro e sonharem-se Índias.
António Maria Lisboa
















