07 julho 2007
06 julho 2007
Liv Ullmann
Sempre o mesmo fascínio, a mesma incredulidade face a tal beleza, a tal capacidade de comunicar com os olhos, a tal enorme talento. E a câmara de Bergman? Tão segura de si, tão ciente da missão que lhe coube.
Este mês, na Cinemateca, o mesmo mês em que Ingmar Bergman comemora 89 anos, a rara oportunidade de encontro entre nós, devotos, e muita da obra do Mestre.
Até lá.
05 julho 2007
Obrigada pelo convite
A convite do meu dilecto Acossado,
Últimos cinco livros que li:
1) A procura do amor, Nancy Mitford
2) Época de acasalamento, P. G. Wodehouse (a ser lido!)
3) Herman, Lars Saabye Christensen
4) O código dos Wooster, P. G. Wodehouse
5) O Nariz, Nikolai Gógol
Passo a palavra à minha querida Conchinha, ao meu perito musical, ao contemplador mor, ao meu primo e ao inconsolável cinéfilo.
Últimos cinco livros que li:
1) A procura do amor, Nancy Mitford
2) Época de acasalamento, P. G. Wodehouse (a ser lido!)
3) Herman, Lars Saabye Christensen
4) O código dos Wooster, P. G. Wodehouse
5) O Nariz, Nikolai Gógol
Passo a palavra à minha querida Conchinha, ao meu perito musical, ao contemplador mor, ao meu primo e ao inconsolável cinéfilo.
03 julho 2007
01 julho 2007
Gordon Brown
Convenhamos que mesmo canastrão e sem o carisma necessário, Gordon Brown já merecia uma homenagem aqui no Mise en Abyme por esta saída tal qual John Wayne abandonando um saloon.
Obrigada Tiago! :)
28 junho 2007
… mulheres, mulheres e mais mulheres!
25 junho 2007
Byrne / Baldwin / Del Toro / Spacey / Palminteri / Postlethwaite
Following a truck hijack in New York, five conmen are arrested and brought together for questioning. As none of them is guilty, they plan a revenge operation against the police. The operation goes well, but then the influence of a legendary mastermind criminal called Keyser Söze is felt. It becomes clear that each one of them has wronged Söze at some point and must pay back now. The payback job leaves 27 men dead in a boat explosion, but the real question arises now: Who actually is Keyser Söze?
Li este texto, não concordei (já o escrevi aqui mas repito: Ruptura é um thriller muito razoável) mas retive uma frase que me parece brilhante: Um thriller, mais que qualquer outro género, tem de estar à altura das suas intenções, porque todo o seu interesse reside no jogo de forças com a inteligência do espectador. Isto é, um thriller só é bom se for mais inteligente que nós.
Pois bem. Fiquei a matutar nesta frase, abdiquei de ir ver o Shrek e pus-me frente a frente com Os suspeitos do costume. É que eu também me insiro no grupo de pessoas que tem saudades de thrillers, mas de thrillers bons, mesmo. Duma coisinha decente, que nos encoste às cordas, que nos deixe com problemas de coluna de tanto tentar deslindar o mistério; que nos ponha de rastos, porque o thriller é a única situação em que o célebre “quanto mais me bates, mais gosto de ti” é legítimo.
Acabado o filme, e depois de ter aplaudido efusivamente a escolha do casting, pus-me a pensar se Os suspeitos do costume será um filme extraordinário ou se será mais um caso de filme fetiche que, invariavelmente, acaba por ser sobrevalorizado.
A pergunta está no ar. Esperam-se respostas.
15 junho 2007
Sem sol e sem praia

Por entre esperas desesperantes, horas e horas na Feira do Livro e alguns filmes vistos, sinto que tenho de justificar a minha ausência neste cantinho cinéfilo. Pois bem, creio que compreenderão o motivo. Intitula-se MOTELx e consiste na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. Eis a oportunidade que muitas almas torturadas pelo politicamente correcto esperavam. Vai ser no Cinema São Jorge, de 5 a 9 de Setembro, e é organizado pelos famosos adeptos da cinematografia de terror que constituem o Cineclube de Terror de Lisboa.
Quanto a mim, coube-me a deliciosa tarefa de visionar todos os filmes escolhidos e escrever alguns textos sobre os mesmos. Garanto-vos que me tenho divertido (e muito!). Aliás, mais do que a possibilidade de me divertir, já sinto que as criações malditas dos realizadores brasileiros Ivan Cardoso e José Mojica Marins fazem parte do meu dia-a-dia.
Não faltarão novidades acerca do MOTELx aqui no Mise en Abyme.
Até lá, vão contando os dias!
07 junho 2007
Chinatown

'Course I'm respectable. I'm old. Politicians, ugly buildings, and whores all get respectable if they last long enough.
Noah Cross
Forget it, Jake. It's Chinatown.
Walsh
06 junho 2007
04 junho 2007
31 maio 2007
Bénédicte Houart
mulher alguma é melhor do que
mulher nenhuma dizia o meu avô que morreu
esquecido num guarda-fatos
mulher alguma dispunha as bolas de naftalina e foi assim que
o meu avô foi primeiro lembrado pelas traças
tudo isto aconteceu há muito tempo mas
a alma não esqueceu
o nariz reconheceu
mulher nenhuma dizia o meu avô que morreu
esquecido num guarda-fatos
mulher alguma dispunha as bolas de naftalina e foi assim que
o meu avô foi primeiro lembrado pelas traças
tudo isto aconteceu há muito tempo mas
a alma não esqueceu
o nariz reconheceu
30 maio 2007
29 maio 2007
This is your last chance

Continuando com as minhas anotações impressionistas...
Ultimamente tenho tido boas experiências cinematográficas. Há que tempos que não via um thriller que me enchesse as medidas e, nos últimos dias, tive a sorte de assistir a dois thrillers muito razoáveis: Ruptura e Zodiac.
(É que, aqui entre nós, até gostei do The Prestige e do The Illusionist mas aqueles finais não me surpreenderam nem um bocadinho.)
Custa-me admiti-lo mas continuo a gostar muito de ver o Anthony Hopkins a fazer de Hannibal Lecter. Não me consigo cansar. Ninguém mais consegue aliar elegância e crueldade daquela forma depurada. Para além disto, e mais uma vez tiro o chapéu ao Jorge Mourinha, Ryan Gosling é um grandessíssimo actor. Preferi vê-lo agora do que em Half Nelson. Talvez por não simpatizar com a figura do “professor caridoso”, a verdade é que tive muito mais gosto em assistir à evolução humana do jurista ávido.
Por outro lado, e depois de não ter gostado de Panic Room, saí realizada de Zodiac. Às vezes penso que o Mal me interessa tanto como o Belo. O único problema é que posso exorcizar diariamente a minha obsessão pelo Belo e, no que toca ao Mal, já se torna mais complicado. Assim, restam-me filmes como este e como o Little Children, para nomear apenas películas estreadas em 2007, que me permitem conviver directamente com essa faceta do ser humano, sim porque é a maldade humana do ponto de vista individual que mais me interessa, tão recôndita e tão pouco analisada.
Por outro lado, e depois de não ter gostado de Panic Room, saí realizada de Zodiac. Às vezes penso que o Mal me interessa tanto como o Belo. O único problema é que posso exorcizar diariamente a minha obsessão pelo Belo e, no que toca ao Mal, já se torna mais complicado. Assim, restam-me filmes como este e como o Little Children, para nomear apenas películas estreadas em 2007, que me permitem conviver directamente com essa faceta do ser humano, sim porque é a maldade humana do ponto de vista individual que mais me interessa, tão recôndita e tão pouco analisada.
18 maio 2007
09 maio 2007
The White Stripes - Little Acorns
[When problems overwhelm us and sadness smothers us, where do we find the will and the courage to continue?
Well, the answer may come in the caring voice of a friend a chance encounter with a book or from a personal faith.
For Janet, help came from her faith but it also came from a squirrel.
Shortly after her divorce, Janet lost her father, then she lost her job. She had mounting money problems. But Janet not only survived, she worked her way out of despondency and now she says life is good again.
How could this happen? She told me that late, one autumn day when she was at her lowest, she watched a squirrel storing up nuts for the winter one at a time he would take them to the nest and she thought if that squirrel can take care of himself with the harsh winter coming on so can I.
Once I broke my problems into small pieces I was able to carry them, just like those acorns, one at a time.]
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Take all your problems
And rip 'em apart
Carry them off
In a shopping cart
And another thing
You should have known from the start
The problems in hand
Are lighter than at heart
Be like the squirrel, girl
Be like the squirrel
Give it a whirl, girl
Be like the squirrel
And another thing
You have to know in this world
Cut up your hair
Straighten your curls
Well, your problems
Hide in your curls
08 maio 2007
03 maio 2007
I like this girl

Mas ainda gosto mais do cinema de Mira Nair. Se calhar não passo de uma europeia fascinada por uma Índia folclórica, mas a verdade é que gosto mesmo daquelas figuras comedidas e, ao mesmo tempo, extremamente volúveis. É verdade que Mira Nair nem sempre concede espaço suficiente para que a complexidade das personagens se desenvolva, mas, ainda assim, foi com grande prazer que assisti à saga familiar de O Bom Nome.
01 maio 2007
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